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ALUCINAÇÃO

Jovem compra viagem para Buenos Aires após alucinação com remédio controlado

Usuários compartilharam suas experiências com o medicamento nas redes sociais

Foto de perfil de Agência Folhapress

Agência Folhapress

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O uso indiscriminado de um remédio controlado – indicado para o tratamento da insônia- tem ganhado repercussão nas redes sociais. Alguns consumidores do medicamento foram ao Twitter relatar suas experiências com o fármaco, após o programa “Fantástico”, da rede Globo, abordar o assunto.

Alguns usuários relataram que tiveram sonambulismo, alucinações e, segundo relatos, “piores sensações” com a ingestão do remédio controlado. Na reportagem, exibida no domingo (6), um jovem de 22 anos disse que, durante um episódio de alucinação, comprou duas passagens para Buenos Aires.

“Quando me deitei, senti fome, levantei, peguei comida na geladeira e sentei na cama. Fiquei olhando o Instagram e, começou aí, os lapsos de memória”, relatou Pedro Henrique Alves.

“Comprei dois pacotes de viagem para Buenos Aires, cada pacote custou R$ 4,5 mil, totalizando R$ 9 mil. Pela manhã, a agência estava ligando. Na primeira vez que atendi, eles me perguntaram se eu reconhecia a compra. Falei que precisava cancelar, a mulher me perguntou o motivo e eu respondi: ‘Tive uma alucinação, acreditei que a minha avó era rainha de Genóvia e estava me esperando em Buenos Aires'”.

Nos últimos meses, o uso do remédio controlado segue repercutindo na internet. Segundo dados da plataforma Google Trends, a procura pelo fármaco aumentou na ferramenta de busca desde agosto, quando houve pico de pesquisas. Agora, os relatos de jovens que apresentam episódios de alucinação se espalham nas redes sociais.

Segundo a bula do remédio, a duração do tratamento deve ser a menor possível, e, assim como com todos os hipnóticos, não deve ultrapassar quatro semanas.

Em entrevista ao “Fantástico”, a neurologista e pesquisadora do Instituto do Sono, Dalva Poyares, explicou que o medicamento não tem ação sedativa, trata-se de um hipnótico direto. “É como se eu estivesse acordada e, ao mesmo tempo, dormindo. É muito semelhante ao sonambulismo”, explicou a neurologista.

Por conta da ação do medicamento, a recomendação é de que o paciente repouse logo após a ingestão do remédio. Evitando, assim, qualquer tipo de ação após o uso do medicamento.

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