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GUERRA

Irã ensinou tropas da Rússia a usar drones kamikazes, diz Ucrânia

A informação é do Centro Nacional de Resistência, criado pelas Forças Armadas ucranianas após o início da guerra

Irã ensinou tropas da Rússia a usar drones kamikazes, diz Ucrânia
- UKR - GUERRA/RÚSSIA/UCRÂNIA/INVASÃO - INTERNACIONAL - Um veículo militar danificado pega fogo após combates em Kharkiv, Ucrânia, neste domingo, 27 de fevereiro de 2022. As autoridades da cidade disseram que as forças ucranianas se envolveram em combates com tropas russas que entraram na segunda maior cidade do país hoje. 27/02/2022 - Foto: MARIENKO ANDREW/BARROCOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Última atualização

Oficiais da Guarda Revolucionária do Irã viajaram a áreas ocupadas pela Rússia no sul da Ucrânia para ensinar as tropas de Vladimir Putin a usarem seus drones kamikazes. A informação é do Centro Nacional de Resistência, criado pelas Forças Armadas ucranianas após o início da guerra, e foi reproduzida pelo jornal The Washington Post nesta quinta (13).

Kiev afirma que os militares foram levados a um porto na região de Kherson –uma das regiões anexadas por Moscou por meio de referendos considerados ilegais pelo Ocidente no início deste mês– e uma localidade na península da Crimeia para dar instruções sobre o uso de drones Shahed-136. Eles também teriam monitorado o uso desses drones em ataques recentes a áreas civis, como Mikolaiv, no sul, e Odessa, na Crimeia.

O ministro das Relações Exteriores do Irã recentemente negou que o país esteja mandando armas para o Exército russo usar na Ucrânia, embora informações coletadas por agências de espionagem americanas e outras indiquem o contrário.

O Shahed-136 é relativamente barato e pouco sofisticado, custando em torno de US$ 20 mil. Seus efeitos são semelhantes aos de mísseis de cruzeiro que custam milhões de dólares, como o Kalibr (US$ 6,5 milhões) e o Kh-101 (US$ 13 milhões), ainda que com maior risco para civis devido a sua baixa precisão.

O modelo iraniano também é mais fácil de ser encontrado no mercado do que seus concorrentes. Versões guiadas por satélite, que acompanham o terreno a baixa altitude, dependem de chips mais avançados em seus sistemas –cuja produção tem sido dificultada pelo embargo vigente contra a indústria russa como um todo.

O Instituto para o Estudo da Guerra, think thank baseado nos Estados Unidos, afirmou ao Washington Post que faz sentido que a Guarda Revolucionária –exército ideológico do regime islâmico– esteja envolvida, uma vez que eles são os principais operadores do inventário de drones iranianos.

A Ucrânia e os países do Ocidente alegam que a Rússia usa drones na guerra desde agosto. Eles teriam acontecido durante os ataques massivos a civis por todo o país realizado no início desta semana, o maior desde o início dos conflitos.

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