Os candidatos ao governo do Estado apresentaram novas propostas e vêm fechando parcerias para conquistar votos.
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O governador Renato Casagrande (PSB), que busca reeleição, disse que pretende mexer nas regras de aposentadoria para policiais e bombeiros militares, diminuindo de 50% para 17% o pedágio para a obtenção do benefício.
“Estamos adequando a previdência dos militares à legislação federal. Isso vai oxigenar e dar fluxo maior à carreira militar, além de resolver a injustiça com quem está há muito tempo na mesma função.”
A medida reduz a expectativa de tempo de serviço restante para quem ingressou antes de 2007, minimizando os efeitos da reforma que impôs 35 anos de serviço para a PM.
Quem ingressou antes de 2007 na PM e aderiu à remuneração por subsídio, aumentou seu tempo de serviço por meio de um pedágio. Quem ingressou após 2007, já entrou com o tempo de serviço de 35 anos.
Casagrande ainda prometeu que o efetivo de policiais que entram para a reserva, que deve aumentar de 215 para 390, por exemplo, deve ser reposto com os concursos anuais prometidos na campanha.
O governador propôs ainda uma variante para resolver a duplicação da BR-262, divulgando um mapa do novo traçado. E esteve ontem em Guarapari com o prefeito Edson Magalhães e falou sobre projetos para a cidade, como um hospital e uma nova ponte. Ele recebeu ainda apoio do Solidariedade.
Já o ex-deputado federal Carlos Manato (PL) disse que, se eleito, vai colocar mais R$ 250 milhões no Orçamento do governo para 2023. “Fui à Assembleia e pedi ao presidente Erick Musso que espere as eleições para colocar o Orçamento do Estado em votação. Quero fazer ajustes e cumprir já no primeiro ano minhas promessas de campanha”, explicou.
Manato recebeu ontem o apoio da Igreja Universal do Reino de Deus, segundo informou a assessoria de imprensa do candidato. A declaração ocorreu em encontro com pastores em Vila Velha, que contou com a presença do candidato derrotado Guerino Zanon (PSD).
Manato disse que pretende se vestir de policial para valorizar a categoria e que vai criar uma Subsecretaria de Obras Paradas para fiscalizar obras em atraso. “A obra parada é um prejuízo muito grande. Quando tem uma obra e ela para e recomeça, é um prejuízo para o Estado”, justificou.
Saiba mais:
Aposentadoria
O Governador e candidato à reeleição Renato Casagrande (PSB) prometeu reduzir o pedágio para aposentadoria dos policiais militares e bombeiros militares de 50% para 17%.
A medida promete reduzir a expectativa de tempo de serviço restante para quem ingressou antes de 2007, minimizando os efeitos da reforma que impôs 35 anos de serviço para a PMES realizada em governos anteriores.
Quem ingressou antes de 2007 na PMES e aderiu a remuneração por subsídio, aumentou seu tempo de serviço por meio de um pedágio.
Quem ingressou na PM após 2007, já entrou com o tempo de serviço de 35 anos.
Em 2019 com a Reforma da Previdência dos Militares da Forças Armadas e Forças Auxiliares, todos passaram a trabalhar 35 anos de serviço, implantando-se uma regra
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de transição, com pedágio para a aposentadoria de 17% sobre o tempo restante para a aposentadoria aos 30 anos de serviço.
Com a nova regra, o número de militares que entram na reserva até o final deste ano passará de 215 para 390.
Esse efetivo será reposto por meio do concurso público, de acordo com a assessoria do governador, que também prometeu novos concursos públicos para militares todo ano.
O governador propôs ainda uma variante para resolver o problema da duplicação da BR-262, divulgando um mapa do novo traçado.
Mais dinheiro
Carlos Manato (PL) prometeu que vai aumentar em R$ 250 milhões o Orçamento estadual para o ano que vem caso se torne o novo governador.
A proposta do candidato é que esse dinheiro a mais nos gastos públicos seja usado para a compra de consultas e cirurgias eletivas
Manato prometeu zerar a fila estadual de consultas e cirurgias eletivas e prevê que esse dinheiro pode ajudar com isso.
Para isso é necessário que o Orçamento seja votado e aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado (Ales).
O candidato disse que já conversou com o presidente da Ales, Erik Musso (Republicanos), pedindo para que o mesmo espere as eleições acabarem para votar o Orçamento do próximo ano.
Musso já tinha dito que o Orçamento provavelmente só seria votado depois das eleições.
Fonte: Assessoria dos candidatos
Deputados trocam votação pela defesa dos candidatos
Sem votar novos projetos há mais de 30 sessões ordinárias, os deputados estaduais usaram dos seus tempos de fala na Assembleia Legislativa para defender seus candidatos ao governo do Estado.
O deputado Dr Hércules (Patriota) primeiro mandou um abraço para Carlos Manato (PL), falando que com certeza vai dar outro abraço nele no dia 1º de janeiro.
Em seguida, Carlos Von (DC) utilizou seu tempo para criticar o governo Casagrande. “Infelizmente, nos últimos quatro anos nada foi feito para o turismo capixaba”, disse o parlamentar.
Já o deputado Bruno Lamas (PSB), defendeu Casagrande. “Todas as prefeituras foram ajudadas pelo governo do Estado. Governo municipalista é assim”.