O Tribunal de Barcelona inicia oficialmente, na próxima segunda-feira (17), o julgamento do “Caso Neymar”, que colocará no banco dos réus o jogador, seus pais, dois ex-presidentes do Barcelona e o ex-diretor do Santos, Odilio Rodríguez.
O julgamento terá duração de um mês e a sentença deve ser conhecida antes do início da Copa do Mundo no Catar, que começa no dia 20 de novembro.
A acusação partiu da empresa brasileira DIS, detentora em 2011 de 40% dos direitos do jogador e que, em coletiva de imprensa, ontem, afirmou que foi “traída” pelo jogador e pelo clube espanhol, defendendo assim a prisão dos envolvidos e uma indenização de 35 milhões de euros (cerca de R$ 180 milhões) para os acusados.
“A demanda tem duas bases. A primeira delas é um crime de corrupção privada. E, a segunda, um crime de fraude na modalidade de simulação contratual. Neymar, com a conivência de seus pais, dos dirigentes do Barcelona e do Santos, traiu a confiança que os irmãos Sonda (donos da DIS) lhe deram”, afirmou o advogado de acusação Aulo Nasser.
Embora a promotoria queira dois anos de prisão para o jogador e multa de 10 milhões de euros (R$ 54 milhões), a empresa quer cinco anos de cadeia para Neymar e pede que ele seja impedido, por igual período, de jogar futebol.
A DIS também reivindica mais cinco anos para os pais do craque, além de outros oito anos para os ex-presidentes Sandro Rosell e Josep Maria Bartomeu, então vice-presidente do Barcelona.
O julgamento é baseado na denúncia apresentada há sete anos pela empresa brasileira que pertence ao grupo Sonda.
A DIS alega que adquiriram 40% dos direitos do jogador (quando ele jogou pelo Santos aos 17 anos) por dois milhões de euros. Porém, aponta que foi vítima de uma fraude arquitetada pelo jogador, seus parentes e o Barça em 2013, quando assinaram dois contratos simulados sem levar em conta que os direitos do craque pertenciam ao Peixe e à empresa.
Neymar, que hoje defende o PSG, e os envolvidos negaram terem cometido o delito.