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Mesmo sem obrigatoriedade do voto, jovens se mostraram participativos durante a votação na escola São Domingos, em Bento Ferreira. Na manhã de ontem, jovens que votam pela primeira vez, marcaram presença nas seções eleitorais do Estado. O voto, porém, para a faixa etária ainda é facultativo. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 233 adolescentes de 16 e 408 de 17 anos tiraram o título de eleitor para votar neste ano.
O jovem Heitor Valin, 16 anos, está votando pela primeira vez nestas eleições e conta que o sentimento é de dever cumprido.”Eu decidi votar porque diante do cenário político atual é muito importante que a gente tome uma posição e saiba escolher um bom candidato pra ter um futuro melhor para o país”, disse Heitor.
O estudante Eduardo Lemos, de 16 anos, também votou pela primeira vez. Mesmo sem a obrigatoriedade do voto, ele contou que fez questão de participar das eleições para exercer o direito.
“É bom desde cedo a gente exercer o nosso papel de cidadão. Mesmo não sendo obrigatório é sempre bom ver que você teve uma parte na decisão do seu país”, disse Eduardo.
Os amigos foram bem cedo, às 11h, na seção eleitoral da Escola São Domingos, em Bento Ferreira, e ainda comentaram o que esperam dos novos candidatos eleitos. Para Heitor, o voto é uma esperança na construção de um país melhor. “Eu quero um Brasil melhor em vários setores. Pra mim, para meus pais, meus irmãos. Todos nós cidadãos merecemos um país melhor”.
Já Eduardo comemora o primeiro voto e espera um país mais democrático. “É isso, nós merecemos um país próspero, um país que tenha projetos para o cidadão e que seja mais democrático”.
Na seção eleitoral da Escola Municipal de Ensino Fundamental José Áureo Monjardim, em Fradinhos, a aposentada Helena Maria Bergamin, 65, levou seu neto Hugo Bergamin Dias, 17, para votar pela primeira vez. O adolescente conta que a educação é sua principal demanda para os candidatos eleitos.
“Eu quero uma educação melhor. Sou estudante do Ifes, em Cariacica, e estamos sofrendo com os cortes de verbas. Isso prejudica o ensino técnico. Educação é a minha principal demanda”, defende.