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ESTREIA

Histórias do Rei do Rock nos cinemas

Cinebiografia de Elvis Presley, narrada pelo ponto de vista de seu empresário, estreia nos cinemas do Estado

Histórias do Rei do Rock nos cinemas
- Vida de Elvis Presley além do glamour e a grande influência que a cultura negra teve em seu trabalho são alguns pontos abordados na cinebiografia “Elvis”, que traz Austin Butler no papel principal

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A meteórica ascensão de Elvis Presley, a grande influência que a cultura negra teve em seu trabalho e a vida além do glamour de ser um astro da música são alguns dos pontos abordados em “Elvis”, já em exibição nas salas de cinema do Espírito Santo.

A cinebiografia, digna de aplausos por mais de dez minutos durante sua estreia mundial no Festival de Cannes, é narrada pelo empresário que descobriu o cantor, o “coronel” Tom Parker, vivido pelo premiado Tom Hanks.

A partir dessa relação com o executivo, iniciada na década de 50, o público mergulha na complexa dinâmica entre os dois ao longo de 20 anos de parceria e também conhece personagens importantes na trajetória de Elvis.

A direção do longa é de Baz Luhrmann (“Moulin Rouge”), que chegou a acreditar que jamais encontraria alguém para viver o astro. Testes foram feitos por nomes como Ansel Elgort e Harry Styles, mas o papel ficou com o ator Austin Butler, ex-fenômeno teen da TV ao participar dos sucessos “iCarly” e “O Feiticeiros de Waverly Place”.

 













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“Ele perdeu a mãe com a mesma idade de Elvis. E teve esse momento extraordinário de ir tocar piano em uma noite quando teve um pesadelo com sua mãe, fez um vídeo e seu agente o obrigou a enviá-lo. Foi assim que ele veio parar no filme”, relembrou o cineasta.

Para alcançar os vocais do Rei do Rock,  Butler treinou de seis a sete dias por semana e com diferentes especialistas. “Quando comecei o processo, queria que a minha voz soasse idêntica à dele”, lembrou o ator.  

Seu objetivo foi alcançado e sua performance no filme impressionou até a família do homenageado. Priscilla Presley, a viúva de Presley interpretada por Olivia DeJonge, ficou emocionada, de acordo com o diretor do longa. 

“Ela disse que não estava pronta para isso. Disse: ‘cada respiração do Austin, cada movimento, o espírito, a humanidade. É o homem, não o ícone’. Ela disse que se o marido dela estivesse aqui hoje, olharia (Austin) nos olhos e diria ‘caramba, você sou eu’”, contou. 

CURIOSIDADES

“Trágica, mas linda”

O diretor australiano Baz Luhrmann, que tem no currículo sucessos como “Romeu e Julieta”, “O Grande Gatsby” e “Moulin Rouge”, falou sobre a decisão de levar ao cinema as alegrias e os dramas do Rei do Rock. 

“Elvis, para o bem ou para o mal, de uma maneira ou de outra, estava no centro da cultura. Temos o Elvis rebelde, nos anos 1950. Nos anos 1960, foi o ator mais bem pago de Hollywood. E, nos anos 1970, ele caiu numa armadilha. É a ópera perfeita. Trágica, mas linda”, diz o cineasta.

Cultura negra

A grande influência que a cultura negra tem na música de Elvis é explorada no longa. Em cena estão astros como irmã Rosetta Tharpe (Yola), Little Richard (Alton Mason) e Arthur Crudup (Gary Clark Jr.).    

“Sou muito grato de poder ser parte de um filme que finalmente coloca a vida dele em contexto e dá crédito para quem merece. Nós não teríamos Elvis sem a música negra e sem a cultura negra”, afirmou o ator Austin Butler. 

Doja Cat

A lendária Big Mama Thornton também está na produção, sendo vivida por Shonka Dukureh. A personagem ainda está no clipe de “Vegas”, da cantora Doja Cat. A música integra a trilha sonora original da cinebiografia e usa um sample do clássico “Hound Dog”, lançado em 1952  pela icônica artista.

Mistura

A trilha sonora tem uma variedade de artistas, misturando diferentes gêneros e sons. Além de Doja Cat, nomes como  Eminem, CeeLo Green, Tame Impala e Kacey Musgraves soltam a voz no álbum. Austin Butler, o protagonista, também empresta seus vocais para “Trouble” e “Baby, Let’s Play House”.

Casamento difícil

Priscilla Presley, a viúva do astro do rock, tem um papel importante na história de Elvis. O casamento durou cerca de seis anos, e os dois se conheceram quando ela tinha apenas 14 anos. Na época, ele tinha dez anos a mais, o que gerou polêmica. “O início (do casamento) foi muito difícil, mas eu sabia o que estava por vir”, disse ela, que é mãe da única filha do cantor, Lisa Marie.

Em defesa de atriz

Segundo a Billboard, Priscilla gostaria que a cantora Lana Del Rey a interpretasse no filme, mas o papel ficou com a  atriz Olivia DeJonge. “Ela é plenamente capaz de manifestar a complexidade  e presença que fizeram de Priscilla Presley um ícone de sua própria maneira”, defendeu o diretor.

“Batismo”

O ator Austin Butler falou sobre seu último dia de gravação. “A última coisa que filmei foi uma montagem nos anos 60, em que me jogam água. Então terminei de gravar tremendo e coberto de água. Senti que era o certo, como se fosse um batismo no final do filme”.

Sem ver a família

Butler confessou que sua vida pessoal foi afetada durante as filmagens. “Eu não vi minha família por três anos. Não vi nenhum dos meus amigos durante todo esse tempo”, contou o ator, que revelou seus maiores desafios de viver o astro: “Foi tirar o ícone, tirar a caricatura e descer a sua humanidade”.

Impressionado

O protagonista ganhou muitos elogios do diretor  Baz Luhrmann, que revelou ter ficado  impressionado com a dedicação do ator. “Ele nunca parava de trabalhar. Em um determinado momento, tive que dizer a ele: ‘Austin, você não pode fazer isso consigo mesmo todos os dias porque você vai quebrar’. Acho que ele trabalhava como se a vida dele dependesse disso”, disse.

Coronavírus

As gravações na Austrália em março de 2020 foram interrompidas quando Tom Hanks e sua mulher, Rita Wilson, testaram positivo para o coronavírus.

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