Se por um lado os consumidores têm uma grande quantidade de opções de produtos e serviços para escolher, por outro, os desafios para os empreendedores terem sucesso com novos negócios cresce.
Entre eles está encontrar um nicho de mercado, escolher a melhor forma de divulgação, conseguir tomar decisões assertivas em tempo hábil e usar a criatividade e a arte para potencializar o negócio.
A consultora de empreendedores criativos Sandra Mara Selleste explicou que a criatividade é muito relevante para o sucesso de um negócio. “É por meio dela que você consegue juntar os pontos. Ela te empodera e te coloca como protagonista do processo.”
Um dos maiores desafios de um empreendedor hoje é encontrar um nicho de mercado, onde está o cliente com o qual ele melhor se comunica. O empreendedor Lukas Schultheiss já conseguiu percorrer esse trajeto. Inspirado na arte dos animes e doramas (séries asiáticas) ele encontrou seu público-alvo e criou o próprio negócio.
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Ele começou com uma loja online, e há dois meses abriu sua primeira loja física, no Shopping Mestre Álvaro, na Serra. A loja temática tem formato de uma casa oriental, na qual os funcionários trabalham vestidos a caráter.
Já sobre os produtos, além dos doces e bolos feitos por ele, há também itens industrializados de 10 países. “O nosso carro-chefe é o Yaki Manju. É um bolinho em formato de flor feito de massa de trigo, recheado com pasta de feijão azuki, que é um feijão doce”, contou.
Esse e outros doces que ele produz aparecem muito nos animes. “Os clientes compram e fazem fotos, reproduzindo o que os personagens fizeram na cena”, revelou.
Além disso, ele também faz bolos, e toda semana disponibiliza produtos novos, aguçando a curiosidade dos clientes e criando mais motivos para que queiram voltar.
“Esse processo envolve a pesquisa de produtos, testes, assistir os doramas e animes pra saber o que os personagens estão comendo, o que está na moda, o que as pessoas querem experimentar”, disse o dono da YAZ doceria.
O conselheiro do Conselho Regional de Administração (CRA), Glaucio Siqueira, destacou que negócios criativos foram sempre independentes de cenário: “Toda vez que a sociedade se depara com algum desafio, alguém traz solução.”
Nova loja
Empreendedoras, Laylla Colodete Valadão, 31, e a mãe Maria da Penha Colodete Valadão, 61, abriram há um mês uma loja de produtos naturais na avenida Hugo Musso, em Itapuã, Vila Velha.
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Elas trabalham com cerca de 90 variedades de produtos a granel, além de vários tipos de suplementos e barrinhas de cereais, por exemplo. “Minha mãe sempre quis abrir uma loja de produtos naturais a granel e eu sou personal. Nos unimos e abrimos a loja”, contou Laylla.
Saiba mais
Desafios
- São vários os desafios que um empreendedor encontra antes de colocar um negócio no mercado.
- Entre eles, está encontrar um nicho de mercado. Isso significa encontrar o consumidor específico que ele vai atender.
- Escolher a melhor forma de divulgação do seu produto ou serviço, em meio às diversas possibilidades existente hoje.
- Conseguir tomar decisões assertivas em tempo hábil é cada vez mais necessário. Alguns cursos e ferramentas podem ajudar o empreendedor nesse processo.
- Outro desafio é usar a criatividade e a arte para potencializar o negócio.
Arte e criatividade
- A criatividade é muito relevante para o sucesso de um negócio. É através dela que o empreendedor consegue juntar os pontos, conectar ideias e transformá-las em algo diferenciado. Ela o empodera e o coloca como protagonista do processo.
- Já a arte é o motor da criatividade. Ela é capaz de colocar o ser humano em contato com sentimentos e possibilidades que ele não tinha alcançado ainda. A arte é um caminho para acessar a liberdade necessária para criar sem barreiras, sem rótulo.
Novas empresas
- Um total de 18.671 novas empresas foram abertas este ano no Espírito Santo. Os dados dos meses de janeiro a março deste ano são do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
- O saldo entre abertura e fechamento de empresas neste período foi positivo, com 10.771 novos negócios. Contudo, o número de empresas abertas este ano é menor do que o do ano passado, quando 24.008 abriram as portas.
Amadurecimento
- Normalmente, os dois primeiros anos é a fase mais difícil para uma empresa. Nesse período, os clientes começam a conhecer o negócio, fazer compras ou experimentar o serviço.
- Após cinco anos é que a empresa ganha certa estabilidade.
Deu certo?
- Uma empresa deu certo quando o dono consegue o retorno do investimento inicial e ela começa a dar lucro na operação.
- A partir daí, é importante também investir para alavancar ainda mais, buscando novas estratégias para atingir novos clientes em busca de crescimento.
Plano de negócios
- Antes de abrir uma empresa é importante ter um plano de negócios. O documento reúne diversas informações estratégicas que permitem ao empreendedor tomar decisões mais assertivas. Entre elas sobre correntes, fornecedores, público-alvo.
Erros
- Os erros são uma fonte de aprendizado. Por isso, antes de começar um negócio, é importante conversar com pessoas que já tiveram esse tipo de experiência. Se informar sobre erros, acertos.
Fonte: Sebrae, Glaucio Siqueira, Sandra Mara Selleste.
Número de novas empresas cai após disparada
Depois do “boom” de novas empresas abertas no ano passado, neste ano o número de novos negócios está menor. Enquanto em 2021 foram 24.008 novas empresas, neste ano foram 18.671. Os dados são do período de janeiro a março e foram apontados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
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A maior parte das empresas abertas este ano são do comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (1.011), promoção de vendas (981), obras de alvenaria (843), cabeleireiro, manicure e pedicure (755), preparação de documentos e serviços (572).
A gerente de relacionamento do Sebrae-ES, Adriana Rocha, explicou que, se por um lado o número reflete a abertura de negócios por necessidade, devido ao desemprego, por outro isso demonstra aquecimento do mercado e necessidade de novos produtos ou serviços:
“Como deu uma estabilizada no número de empregos, isso retém as pessoas na condição de assalariado e reduz os novos negócios.”