Lutando pela vida em um leito de hospital, a professora de Inglês Degina Rodolfo de Oliveira Fernandes, de 37 anos, interagiu com o marido pela primeira vez na manhã desta quarta (30), um dia após sair do coma induzido.
Ao receber notícias dos três filhos, um casal de gêmeos de 7 anos e um bebê de oito meses, ela não segurou a emoção e as lágrimas rolaram em seu rosto.
A comunicação com o marido, o técnico em mecânica Leandro Fernandes, de 37 anos, foi pelas mãos, por sinais com os olhos, já que ela não consegue falar, pois está entubada. Ela também ouviu as informações passadas e chorou.
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Ela, que dá aulas na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Primo Bitti, saiu do coma na última terça-feira, mas segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Dr. Jayme dos Santos Neves, na Serra.
Apesar do alívio, o marido sabe que o quadro dela ainda inspira cuidados. “Degina está consciente, mas o estado de saúde ainda é delicado, grave. Ela foi atingida por cinco tiros: abdômen, tórax, quadril e dois na perna direita, que resultaram em fratura exposta. Há risco de infecções, mas a fé é grande de que ela voltará para casa e vai abraçar os nossos filhos”.
Leandro contou que a esposa tentava falar, mas encontrou dificuldade por estar entubada. “Falei para ela ficar calma, que estava tudo bem em casa. Ela se emocionou em alguns momentos, mas também vi que ela estava serena. Eu disse que estamos orando por ela para que tudo fique bem”.
O marido disse que está recebendo ajuda para cuidar dos filhos. “Quem está me ajudando é a minha irmã e a mãe da Degina. Estamos fazendo revezamento. Também estou recebendo ajuda da igreja, de outros familiares e amigos”.
Ele contou que o casal de gêmeos pergunta pela mãe. “Falo que ela está no hospital e que fez um procedimento cirúrgico. Eu não falei abertamente que ela foi uma vítima dos ataques, mas no dia a nossa filha ouviu informações sobre o tiroteio e disse que era na escola da mãe”.