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O Banco Central (BC) informou que ainda não há data definida para retorno do sistema que mostra dinheiro esquecido por clientes em instituições financeiras, o Sistema Valores a Receber (SRV).
Porém, a instituição anunciou melhorias na ferramenta. Uma delas, por exemplo, é a possibilidade de resgate em contas de pessoas falecidas por herdeiros, inventariantes ou representantes legais.
“Com a reabertura do SVR (ainda sem prazo), herdeiros, testamentários, inventariantes ou representantes legais da pessoa falecida poderão, mediante o aceite de um Termo de Responsabilidade, consultar a existência de valores a devolver de falecidos. Também poderão saber como resgatar esse montante”, adiantou o BC.
Além disso, o BC afirmou que será adotada uma fila de espera virtual para acessar o sistema.
Assim, essa fila vai substituir a lógica de acesso agendado da primeira versão. A ferramenta que mostra esse recurso está fora do ar desde abril, quando foi finalizada a primeira fase de resgates.
A segunda etapa estava prevista para maio, mas foi atrasada pela greve dos servidores da autarquia.
A autoridade monetária destacou que o SVR despertou um grande interesse da sociedade.
“Sem data definida para a retomada do serviço, a autoridade monetária trabalha em melhorias no sistema, na inclusão de novos tipos de valores e no módulo para consulta de dados de falecidos”, ressaltou o BC.
O BC publicou uma norma que determina que as instituições financeiras enviem novos dados à autoridade monetária sobre valores esquecidos a partir de janeiro.
“As informações serão disponibilizadas aos usuários assim que o Sistema Valores a Receber (SRV) for reaberto”, informou.
A medida exige que as instituições informem se têm contas de pagamento pré-paga e pós-paga encerradas com saldo disponível. Fora isso, contas de registro mantidas por corretoras que foram encerradas com recursos remanescentes deverão ser informadas.
O banco destacou que, atualmente, o estoque é de R$ 4,6 bilhões, sendo R$ 3,6 bilhões para 32 milhões de CPFs e R$ 1 bilhão para 2 milhões de CNPJs. Ao todo, as instituições financeiras já devolveram R$ 2,36 bilhões a 7,2 milhões de pessoas e a 300 mil empresas na primeira fase do serviço.