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A Polícia Federal e a Receita Federal realizaram ontem a operação “Receita de Família”, no Espírito Santo e em Minas Gerais, para desarticular uma organização criminosa que atua de forma familiar suspeita de praticar vários crimes envolvendo dinheiro e patrimônios.
De acordo com a Polícia Federal, são eles: evasão de divisas (quando a pessoa envia dinheiro para o exterior sem declará-lo à Receita Federal e nem pagar os impostos), ocultação de patrimônio, sonegação fiscal e compra e venda de ouro e joias de forma ilegal.
Foram expedidos pela 3ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Belo Horizonte e cumpridos pela PF três mandados de prisão e oito de busca e apreensão, sendo sete em Belo Horizonte e em Nova Lima e um no Espírito Santo.
Além disso, também foi autorizado o sequestro de contas, veículos, imóveis e demais bens dos líderes da organização.
De acordo com a Polícia Federal, os membros dessa organização estão entre os maiores devedores, entre pessoas físicas, da Receita Federal em Minas Gerais. Suas dívidas ultrapassam a cifra de R$ 1 bilhão. Segundo a polícia, o grupo ostentava vida de luxo, mas recebia auxílio emergencial durante a pandemia da covid-19.
O nome “Receita de Família” da operação foi escolhido porque as contas de parentes eram utilizadas por vários anos para perpetuar a prática criminosa e também para fugir do pagamento de impostos devidos à Receita Federal.
A Polícia Federal explicou também que os acusados vão responder pelos crimes contra o sistema financeiro, evasão de divisas, ocultação de patrimônio, sonegação fiscal e compra e venda ilegal de ouro e joias.
Caso sejam condenados, as penas somadas podem ultrapassar os 20 anos de prisão.