Quando não há harmonia e união na família, alguns membros podem sofrer as consequências da relação tumultuada. As crianças são as principais vítimas desta disfunção.
A psicóloga especialista em crianças, Talita Espíndula, educadora parental da Upuerê Educação Infantil, explica que muito do comportamento da criança é aprendido a partir da observação de seus familiares.
“Logo, quando vemos famílias brigando por assunto como política, podemos esperar que as crianças comecem a normalizar certas discussões e possam vir a repetir esses comportamentos em suas próprias relações”.
Ela conta que tem observado, inclusive, em escolas de primeira infância, crianças repetindo falas de seus familiares sobre política.
“Muitas vezes se exaltando na forma como falam quando veem outra criança divergir daquilo que é a opinião que ele escuta em sua casa, muito provavelmente, pois a primeira também ouviu e observou sua própria família”, pontua.
A boa convivência é o pilar para qualquer relação saudável, e com isso gerar nas crianças e adolescentes segurança ao ponto de crescerem adultos respeitosos, seguros e emocionalmente equilibrados, como destaca a psicanalista Debora Guerra.
“Do contrário, relações conflituosas, sem respeito e sem diálogo, reforçam nas crianças e adolescentes a insegurança, baixa autoestima e dificuldade para se relacionar. Expor crianças e adolescentes a conflitos e brigas familiares pode gerar um grande sofrimento psíquico, bem como estresse e dificuldade para se relacionar”, alerta.