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Em dois anos, 2021 e 2022, foi retido quase R$ 1 milhão em cédulas falsas no Espírito Santo, segundo o Banco Central.
A estatística contém todas as cédulas falsas retidas pela rede bancária e pela Polícia Federal, que foram encaminhadas ao Banco Central (BC) para acautelamento.
No ano passado, o derrame de notas falsas foi de R$ 507.320. Já em 2021, R$ 444.629, totalizando R$ 951.949 nos dois anos.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que o Banco Central examina se uma nota suspeita é verdadeira ou não.
“As notas falsas não são trocadas pelo Banco Central ou pelo governo. O dinheiro suspeito pode ser apresentado a uma agência bancária, que se encarregará de encaminhá-lo para análise do BC. A falsificação é crime previsto pelo artigo 289 do Código Penal, com pena prevista de 3 a 12 anos de prisão”, avisou a Febraban.
E tem mais alerta: “Quem tentar colocar uma cédula falsa em circulação depois de tomar conhecimento de sua falsidade, mesmo que a tenha recebido de boa-fé, pode ser condenado a uma pena de 6 meses a 2 anos de detenção”.
A Febraban orienta ainda sobre como agir em caso de cédulas suspeitas. “Ao receber uma cédula, preste atenção nos principais elementos de segurança: a marca d’água, a imagem latente e o registro coincidente. A maioria das cédulas falsas não possui marca d’água; verifique também o relevo e a textura do papel; compare com outra nota de mesmo valor”.
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Caso a cédula ou moeda apresente sinais evidentes de que pode se tratar de uma falsificação, é um direito do cidadão recusar o seu recebimento.
O diretor da Confederação Nacional do Comércio, José Lino Sepulcri, diz que os lojistas estão atentos. Mesmo assim, ele estima que entre 5% a 10% das notas de R$ 50 e R$ 100, que são usadas como forma de pagamento no comércio, são falsas.
Tecnologia detecta fraudes em 5 minutos, diz polícia
Para investigar os casos que envolvem o contrabando de dinheiro falso e assim apontar os possíveis fabricantes desse ilícito, a Polícia Federal conta com a ajuda de um laboratório inovador.
Com tecnologia de ponta, é possível identificar uma cédula falsa, por exemplo, em questão de minutos. “Dependendo da qualidade dessa nota, eu gasto em torno de cinco minutos”, afirma o perito criminal federal, José Guimarães Carvalho.
Com o apoio dessas máquinas que trabalham fazendo uma espécie de “raio-X” em notas apreendidas, os peritos contam com ferramentas que ajudam a otimizar tempo, trazendo informações que contribuem até para localizar os principais fabricantes do País.
Trabalhando há mais de 20 anos à frente das análises, José Guimarães Carvalho explica que cada cédula apreendida pela Polícia Federal passa por um processo dentro do laboratório.
Inicialmente, segundo ele, a nota é avaliada a olho nu e se por fim não for possível descobrir se a cédula é lícita ou ilícita, é iniciado um trabalho com o apoio do maquinário.
“Primeiro verificamos os elementos de segurança da cédula, que são visíveis a olho nu. Em seguida, verificamos nossa base de dados, para fazer confronto de informações com nossas matrizes, para ver se a origem dessa falsificação e, daí, reunimos todos esses dados”, explica o perito.
Posteriormente, um laudo pericial é feito e entregue à autoridade requisitante. Segundo o perito, quando há a comprovação da falsidade em laboratório, a nota é encaminhada ao Banco Central, onde é destruída.
Entre as falsificações mais encontradas no laboratório, o perito cita a marca d’água.
“Ela não deve aparecer a olho nu, sem a presença de uma luz por cima da nota. Apareceu essa marca d’água, já tem algo estranho aí”, ensina.
Um outro indício de que uma nota pode ser falsa que é muito encontrada no laboratório é a presença de um número.
“Geralmente, na nota original aparece um quebra-cabeça a olho nu. Quando se joga uma luz, podendo ser a lanterna do celular mesmo, esse quebra-cabeça se transforma em um número, às vezes, o número 50, por exemplo. Não apareceu, desconfie”.
SAIBA MAIS
COMO DETECTAR UMA NOTA FALSA
1. Veja a marca-d’água
Coloque a nota contra a luz e veja, na área clara, a figura do animal e o número do valor da nota, em tons que variam do claro ao escuro.
2. Observe o fio de segurança
Um fio escuro fica visível próximo ao meio da nota, quando ela é colocada contra a luz. Nele estão escritos o valor e a palavra “REAIS”. Mas repare que o fio só está presente nas cédulas de R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100.
3. Sinta o alto-relevo
Pelo tato, você sente o relevo em algumas áreas da nota. Por exemplo: na frente, na legenda “REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL”, nas laterais e nos números indicativos de valor (nas notas de R$ 10 e R$ 20, somente no número inferior esquerdo). Nas notas de R$ 20, R$ 50 e R$ 100, você pode sentir o relevo também no verso: na legenda “BANCO CENTRAL DO BRASIL”, no animal e no número indicativo de valor.
4. Veja o quebra-cabeça
Coloque a nota contra a luz e veja que as partes do desenho do verso completam as da frente, formando o número do valor da nota.
5. Descubra o número escondido
Ao colocar a nota na altura dos olhos, na posição horizontal, em um lugar com bastante luz, você vê o valor da nota aparecer nas áreas indicadas.
6. Observe os elementos fluorescentes
Sob luz ultravioleta, você vê que: o número do valor da nota aparece na frente, na área indicada; a numeração de série vermelha fica amarela; pequenos fios se tornam visíveis na cor lilás.
7. Descubra o número que muda de cor (apenas nas notas de R$ 10 e R$ 20)
Movimente a nota e descubra que o número assinalado muda do azul para o verde. Uma faixa brilhante parece rolar pelo número.
Fonte: Banco Central.
COMO PROCEDER NO CASO DE RECEBER CÉDULA/MOEDA SUSPEITA
Banco é obrigado a trocar nota suspeita
Saque: caixa ou autoatendimento
Se você sacou uma moeda ou cédula suspeita no caixa ou em um terminal de autoatendimento, você deve procurar qualquer agência do banco do qual é correntista e apresentar a cédula ou a moeda.
O banco é obrigado a trocar o dinheiro suspeito imediatamente.
O procedimento é o mesmo no caso de saques realizados em terminais 24 horas.
Recebeu e não suspeitou?
Se recebeu, sem perceber, dinheiro suspeito de falsificação em situações distintas de saque em bancos, como em pagamentos no comércio por exemplo, você deve procurar qualquer agência bancária e entregar a cédula ou moeda metálica.
O banco anotará seus dados (nome, endereço, documento de identificação, CPF ou CNPJ no caso de ser empresa) e enviará a cédula ou moeda metálica para análise do Banco Central.
Se ficar comprovado que a cédula é legítima, você será ressarcido pelo banco.
Caso fique comprovado que a cédula é falsa, não haverá reembolso.
Provas
Se estiver dentro de uma agência bancária e durante o expediente, é indispensável retirar um extrato que comprove o saque, preferencialmente no mesmo terminal, e comunique o fato.
Se não obtiver solução satisfatória da instituição financeira, você deve procurar uma delegacia policial (Civil ou Federal) para registrar ocorrência.
Fonte: Federação Brasileira de Bancos