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Um impasse está tirando o sono dos ambulantes que atuam na Curva da Jurema, em Vitória, cujo trabalho pode estar com os dias contados no local. Após revitalização do espaço, que virou polo gastronômico, os ambulantes só podem trabalhar a 200 metros dos quiosques,
Com medo de perder renda, eles lutam para permanecer na região. E, segundo a Prefeitura de Vitória, os ambulantes serão procurados para, juntos, resolverem o problema da melhor maneira possível.
Um decreto publicado em dezembro de 2022 pela Prefeitura de Vitória determina a regularização do trabalho desses profissionais nas praias da capital.
Contudo, um decreto publicado em novembro de 2015 pelo ex-prefeito Luciano Rezende, que cria o Polo Gastronômico da Curva da Jurema, proíbe a permanência desses profissionais na região, em uma distância de 200 metros.
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Ambulantes querem continuar trabalhando no local, alegando que irão perder renda caso sejam deslocados. Os banhistas também defendem a atuação dos profissionais na Curva da Jurema.
“A gente fica esperando tanto o verão pra poder conseguir vender um pouquinho a mais e aí quando chega, corremos esse risco”, afirmou a vendedora de churros Jennifer Carvalho, 28 anos.
Banhistas também consideram a medida prejudicial. A trabalhadora autônoma Gisele Moura Barbosa, de 44 anos, considera errada a retirada dos ambulantes. “Não tem que tirar eles daqui, pois não estão atrapalhando ninguém”.
A secretária de Desenvolvimento da Cidade e Habitação de Vitória, Anna Clara Dias Peyneau, afirma que os ambulantes serão chamados para discutir o tema.
“É uma atividade importante para essas pessoas, a economia está em processo de se reerguer e o que estamos propondo é dialogar com essas pessoas para avaliar a questão em conjunto”.
Ela explica que o decreto publicado em dezembro propõe a organização da atividade dessas pessoas nas praias de Vitória.