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Dono de cachaçaria é condenado por estupro e preso em Belo Horizonte

O empresário estava foragido desde junho, quando foi condenado duas vezes pelo crime de estupro e também por estupro de vulnerável

Dono de cachaçaria é condenado por estupro e preso em Belo Horizonte
- Empresário foi condenado por estupro
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Agência Folhapress

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O empresário Antônio Eustáquio Rodrigues, dono das marcas Seleta, Saliboa e Boazinha, foi preso nesta sexta-feira (18).

Rodrigues estava foragido desde junho, quando foi condenado duas vezes pelo crime de estupro e também por estupro de vulnerável. Ele era conhecido como “rei da cachaça” e considerado o maior produtor de cachaça artesanal do Brasil.

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Ele foi localizado por policiais em um apartamento no centro de Belo Horizonte na tarde de sexta. Participaram da ação o Ministério Público e a Polícia Civil de Minas Gerais.

As penas chegam a 15 anos em regime fechado. O mandado de prisão foi expedido pelo Juízo da 1ª Vara Cível, Criminal e de execuções Penais da comarca de Salinas.

Antônio Eustáquio Rodrigues foi levado ao Presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, informou a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sejusp) ao UOL.

O UOL tenta contato com a Cachaças Seleta. A matéria será atualizada se houver resposta.

Empresário já foi preso em 2014 por estupro

O empresário foi preso pela primeira vez em 2014 por tentativa de homicídio, pedofilia e estupro de dois adolescentes. Ele tinha 64 anos.

As vítimas de violência sexual foram um menino de 14 anos e uma garota de 15, moradores da periferia de Salinas. A polícia acredita que os abusos começaram quando os adolescentes tinham 13 anos.

A denúncia foi feita pela mãe do garoto ao Conselho Tutelar de Salinas. “Muitas pessoas têm medo dele aqui [em Salinas] já que ele é um homem poderoso. Mas não tenho medo, sinto-me aliviada”, afirmou à polícia.














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Uma das vítimas contou à polícia que Rodrigues distribuía celulares e dinheiro para as crianças do bairro. “Ele me disse que não tinha necessidade de contar para ninguém o que tinha acontecido, porque nós dois nos daríamos muito mal”.

Na época dos crimes, a Seleta e Boazinha afirmaram que Rodrigues estava afastado da direção da empresa desde 2006 “em virtude de graves problemas de saúde”. 

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