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DESFILE DAS ESCOLAS DE SAMBA

Veja como foi o desfile da Império de Fátima

Segunda escola a entrar na avenida trouxe como enredo "Não dá mais para segurar, explode coração!"

Veja como foi o desfile da Império de Fátima
- Império de Fátima
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Redação Tribuna Online

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Muitas cores para retratar as emoções humanas e a pretensão de sua criação através de explosões de amor, alegria, ações humanas nocivas, salvação e redenção, a Império de Fátima, foi a segunda escola a desfilar na noite desta sexta-feira (10).

Com o enredo “Não dá mais para segurar, explode coração!”, elaborado por uma comissão de carnaval formada por Júlio Cerqueira, Re Oliveira, Sérgio Anderson, Edmundo Aylor e Amanda Malta, o Tigre da Serra passou bonito pela passarela do samba e mirou no Grupo Especial do Carnaval de Vitória.

A comissão de frente reuniu personagens que são símbolo do carnaval, como o Pierrot, a Colombina, o Arlequim, além de Carmen Miranda, Zé Pereira, Rei Momo e piratas.

 
















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O coreógrafo Anderson Alves explorou as figuras clássicas da Commedia Dell’Arte, destacando o sentido do brincar com fantasias bem carnavalizadas. Além de apresentar a escola, os componentes levaram para a avenida uma mensagem de amor, bondade, igualdade, paz, fé e alegria, encenando uma história de amor entre amigos, pelas escolas de samba, além do prazer de brincar o carnaval mais uma vez.

Defendendo o pavilhão da escola, o casal de mestre-sala e porta-bandeira Wenderson Ricardo e Pricylla Pirola estava vestido de “O fruto da árvore proibida”, em fantasias com muito brilho e pedrarias. Seus guardiões representavam Adão e Eva.

A tradicional ala das baianas trazia a primeira explosão da escola: “Explosão Mãe”, da qual se fez a luz, a cor, o ritmo e tudo mais, incluindo o carnaval, que vem já na segunda ala, à frente da primeira alegoria. O abre-alas, “Carnaval: Explosão de alegria e cores”, trás um dos símbolos máximos da folia, o Rei Momo, apresentando o símbolo da escola, o Tigre. O coração pulsante, também presente no carro alegórico, representava a vida.

O desfile dos brincantes continuou com as alas “Pierrô apaixonado”, “Arlequim malandro” e “Cuidado lá vem o Zé Pereira”.

O cortejo trazia o casal real Sindy Lopes, rainha de bateria, e André Thomaz, rei de bateria. Ela vestida em referência à cobiçada taça de campeã do futebol. Inspirados em sua majestade, os ritmistas passaram pela avenida em busca do gol de placa, ou seja, as notas 10. Já a fantasia dele retratava a alegria do futebol e a esperança do hexa na próxima Copa do Mundo.

Fechando o primeiro setor, a ala de passistas resgatava os antigos bailes de carnaval, buscamos nas figuras populares e referências dos bailes, os Piratas e Carmem Miranda com sua alegria, figurino e dança peculiar.

O caos total, explosão de maldade

Em contraste com o primeiro setor da escola, o segundo veio trazendo fantasias que mosravam a maldade, tristeza, guerra, símbolos de falta de amor.

 
















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A primeira ala do setor, “A Fome”, impactou logo ao entrar na avenida. Vinha seguida de “A Ganância”. Nayarah Carraroh encarnou o cavaleiro do apocalipse, à frente da ala “A Destruição”.

A segunda alegoria, batizada de “O caos total, explosão de maldade”, apresentava um mar de lama que devasta corações, levando vidas, cidades, áreas de preservação e terras indígenas, derramando sangue através de todo tipo de violência.

Fé, Ciência, Explosão de Humanidade

E como superar a explosão de maldade? A Império de Fátima respondeu: explosão de humanidade. O terceiro setor da escola reafirmou a fé no melhor das pessoas para transformar e esperançar o mundo.

 
















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Marcando mais um contraste na passagem da agremiação, após o carro alegórico, a ala “União” resgatou a leveza do desfile. Segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira, Clésio Junior e Elane Trindade representaram a diversidade cultural.

Ainda passaram pela avenida “Diversidade”, “Amor”, e “Paz”, trazendo a última alegoria da escola, “Explosão da nova vida: a fé, solução para um mundo melhor”. Com anjos anunciando o clamor a Nossa Senhora de Fátima, vestindo o colorido das flores e a alegria da vida, o destaque principal era Pai Efraim de Oxalá, representando as religiões de matrizes africanas e o sincretismo religioso, sempre tão presentes no carnaval.

As informações são da Prefeitura de Vitória.

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