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A polícia concluiu o inquérito que investigava o homicídio de uma jovem de 17 anos que foi morta dentro de um carro na Serra, no dia 7 de janeiro deste ano. O namorado da vítima, de 37 anos, está preso desde o dia 27 de janeiro e agora foi denunciado como autor do crime.
Jerllington Oliveira Lopes teria sido o autor dos dez disparos que atingiram Iara de Oliveira dos Santos, com quem ele se relacionava há quatro anos. A princípio, ele declarou à polícia que os dois haviam sido vítimas de um latrocínio, mas a versão dele não convenceu as autoridades, que começaram a investigar o caso.
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A titular da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), delegada Raffaella Aguiar explicou que o depoimento de Jerllington apresentava contradições. Ele afirmou que o casal transitava pelo bairro Feu Rosa, na Serra, quando foram abordados por dois homens em uma moto, que logo começaram a atirar.
Na versão dada por Jerllington, os homens até poderiam ter ele como alvo, e começaram a atirar do lado em que ele estava no carro, mas ele conseguiu abrir a porta e fugir, correndo para uma região de mata próxima ao local.
“A gente conseguiu provar que ele foi o autor dos disparos. O laudo pericial do veículo concluiu que os disparos foram todos executados da esquerda para a direita, ou seja, do lado do motorista para o lado da carona, onde a vítima estava”, descreveu a delegada.
VERSÕES
Jerllington também deu duas versões diferentes sobre o local em que o crime aconteceu, uma durante o plantão, após o crime, e outra em depoimento. “Posteriormente, nós fomos checar os dois locais e não existe matagal, não existe possibilidade do veículo ter transitado nestes locais, então você vê que faltou com a verdade”, contou Raffaella.
O investigado também foi atingido por um disparo, na mãe esquerda. Segundo a polícia, o tiro foi disparado por ele mesmo. “Ou ele executou o disparo propositalmente ou na hora que ele estava executando a vítima pode ser que acidentalmente ele tenha alvejado a mão dele” disse a delegada, visto que também foi concluído que houve uma tentativa de luta corporal da vítima contra o autor.
A ex-mulher de Jerllington também foi chamada a prestar depoimentos. Segundo a polícia, os dois tinham um relação muito próxima e ela sabia da intenção dele de matar a atual namorada.
“A gente, com as investigações, conseguiu apurar que, na verdade, ele já vinha premeditando o crime desde outubro do ano passado. A primeira forma que ele tinha pensado era por meio de envenenamento, através de chumbinho. No entanto, ele discutindo com a ex-mulher, foi aconselhado de que teria problema”. contou a delegada.
A ex de Jerllington não foi indiciada pelo crime porque, segundo a polícia, não há nenhuma prova que leve a afirmar que ela tenha participação na morte de Iara.
No dia do crime, o investigado chegou a levar Iara para o Hospital Jayme Santos Neves, “simulando que estava prestando socorro para ela”, segundo a delegada. Porém, Iara já chegou ao local sem vida.
Jerllington nega o crime e, nas declarações, continua a afirmar que os disparos vieram de terceiros. Ele foi denunciado como autor dos disparos que resultaram na morte da vítima, e segue preso.
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