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INSEGURANÇA

“A vontade é de fechar as portas” diz comerciante assaltada 38 vezes

Empresária ficou trancada no banheiro do estabelecimento enquanto criminosos levavam mercadorias

“A vontade é de fechar as portas” diz comerciante assaltada 38 vezes
- Empresária ficou trancada no banheiro do estabelecimento enquanto os bandidos roubavam mercadorias

Última atualização

Bastante abalada, a empresária de 38 anos contou sobre a frustração e o desespero que foi presenciar o 38° roubo em seu estabelecimento, na tarde de segunda-feira (13), quando dois criminosos entraram armados na loja de acessórios para celular, no centro de Vila Velha, e roubaram aparelhos de clientes.

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– A Tribuna: Como os criminosos chegaram?

Vítima: Um chegou  com um  telefone pedindo orçamento para a tela quebrada.  Eu passei  o valor e  dei até  desconto, porque eles  ficaram de ver com uma tia que ia passar o Pix e me  retornar. Mais tarde já chegaram na porta apontando a arma para mim e anunciando o assalto. 

– O que eles diziam?

 Um me falou: ‘Se você se mexer eu vou dar um tiro na sua cara. Fica quietinha aí’. O outro já entrou  mexendo em tudo e me pedindo aparelhos. Eles queriam aparelhos. Só que  aqui a gente não tem aparelho, é só assistência técnica. Nós já sofremos vários assaltos, quase 38. Então tiramos os aparelhos expostos e só trabalhamos com acessórios e conserto. 

 

– Como se sentiu ouvindo essas ameaças?

 Eu fiquei muito abalada e  nervosa, porque eles colocaram o técnico no banheiro, ficaram só comigo, aí pediram minha aliança, só que minha aliança não saía. Pediram meu  cordão,  brinco, relógio e tudo.  

– Após o 38° roubo, qual é a sensação que fica?

A sensação da gente é de  tristeza, porque você batalha para ter as coisas. A gente está ali trabalhando para conquistar e, de repente, alguém entra assim e leva tudo que é seu: o fruto do trabalho de uma vida inteira. 

A vontade é de fechar as portas por conta dos assaltos. A gente fica preso e com o prejuízo, mas  os bandidos ficam soltos.

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