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Brasil

Mulher que matou mãe e filha estranguladas em BH é ‘sã e fria’, diz polícia

A mulher disse aos policiais que matou a mãe, de 67 anos, durante uma "brincadeira" após ter um "sentimento ruim"

Mulher que matou mãe e filha estranguladas em BH é ‘sã e fria’, diz polícia
- A Polícia disse que indícios levam a crer que ela arquitetou as mortes
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Agência Folhapress

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A mulher de 34 anos, suspeita de ter matado mãe e filha em Belo Horizonte (MG), foi indiciada por duplo homicídio qualificado. A polícia nega a possibilidade de “surto” e diz que ela é “completamente sã”.

A polícia recusou a hipótese de problemas mentais. Segundo a corporação, os indícios levam a crer que ela arquitetou as mortes e que é “completamente sã, fria e manipuladora”.

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A motivação do crime seria uma vingança contra a mãe, que teria parado de fornecer dinheiro à filha após descobrir que o apartamento já havia sido quitado, mas ela continuava fornecendo valores das parcelas. A idosa de 67 anos recebia aposentadoria e tinha dois empregos para sustentar a família.

Segundo a polícia, ao contrário da versão da suspeita, que disse que matou a filha por medo de não conseguir sustentá-la, o motivo foi impedir que ela ficasse com a família do pai. O homem morreu em 2018 e, desde então, a mãe impedia o contato com os familiares: “Ela, controladora, não se permite deixar a filha ser criada pela família paterna. Então, a menina também deveria morrer, o que mostra o tamanho da sua possessividade”, disse a delegada Iara França.

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COMO FOI O CASO

A mulher disse aos policiais que matou a mãe, de 67 anos, durante uma “brincadeira” após ter um “sentimento ruim” que a levou a apertar o pescoço da vítima.

Depois, segundo a mulher, ela conversou com a filha e explicou que se mataria e perguntou se a criança preferia morrer também ou ir para um abrigo, já que, sem a avó, não teriam dinheiro para se manter. A criança sugeriu ligar para alguém de confiança, como os bombeiros e a polícia.

A primeira tentativa de matar a criança foi cortando os pulsos dela. A ideia não prosseguiu porque porque a faca era ruim e a menina sentia dor.

A segunda tentativa foi aplicar um “mata-leão”, mas a criança resistiu. A mãe, então, amarrou os braços da criança com uma calça. A menina continuou se debatendo enquanto era enforcada, mas a mulher continuou até que a filha morresse.

Na tentativa de se matar, a mulher diz ter tomado remédios. Como não conseguiu, resolveu deixar o gás da residência escapando para inalar até a morte.

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