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Depois de ter inovado na primeira edição, que aconteceu ano passado, com uma bateria voltada apenas para atletas PcDs (pessoas com deficiência), o circuito Wahine de 2023 voltará a ter uma bateria exclusiva para bodyboarders da categoria.
Cintya Belly, que estará participando do torneio pelo segundo ano consecutivo, contou que a participação no último ano foi um sonho. “Foi gratificante, surreal e majestoso. Um sonho de adolescente que realizei, estando ao lado das melhores atletas do mundo”, disse a pernambucana.
A história de Cintya com a modalidade não começou agora, mas retornou após um momento difícil. “Pego onda há 26 anos, mas fiquei sem competir por 10. Aos 35 fui diagnosticada com câncer de mama e foi quando decidi retornar para as competições mesmo estando em quimioterapia. Sobreviver só aumentou minha vontade de viver”, revelou.
Já a atleta Carla Cunha estará no Wahine pela primeira vez e revelou que as expectativas são as melhores possíveis. “Estou certa de que viverei uma experiência incrível com muita alegria, união e aprendizado”, afirmou ela, que precisou amputar a perna há cerca de 6 anos e 5 meses.
“O bodyboarding é um esporte que significa vida e renascimento. Significa também coragem, superação dos meus limites e não dos que a vida me impôs. Significa liberdade e conexão com o que é divino”.
“A inclusão se faz muito necessária porque incentiva, assegura e promove em condições de igualdade o exercício das liberdades fundamentais de uma pessoa com deficiência, visando sua inclusão social. Além disso, é essencial pois ajuda também na confiança e na autoestima”, finalizou a bodyboarder.