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Política

Vereadores querem aumentar o próprio salário em 97,2%

Medida prevê que a partir de 2025 a remuneração passe de R$ 8.966,26 para R$ 17.681,99. Também será instituído o 13º

Vereadores querem aumentar o próprio salário em 97,2%
- Câmara de Vereadores de Vitória

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Em meio a bate-boca e acusações na Câmara de Vitória, os vereadores protocolaram um projeto que promete quase dobrar o salário da categoria. 

Em caso de aprovação, a partir de 2025, os vereadores passarão a receber R$ 17.681,99. Atualmente, os parlamentares ganham salário bruto de R$ 8.966,26, portanto, o aumento  previsto pelo projeto corresponde a 97,2%.

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Além do aumento salarial, o mesmo projeto, de autoria do vereador Maurício Leite (Cidadania),  prevê a concessão do benefício do 13º salário, a ser pago no mês de dezembro, em um valor idêntico ao subsídio mensal. 

Isso quer dizer que, no último mês do ano, os parlamentares irão receber R$ 35.363,98.

Durante a sessão, na tarde de ontem, houve forte discussão entre os vereadores. Alguns chamaram os colegas de “mentirosos”, outros citaram que determinados parlamentares são “cara de pau”.

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Segundo a justificativa que consta no projeto, o novo subsídio deverá ser fixado obedecendo à Constituição Federal.

De acordo com o vereador Maurício Leite, o tema não se trata de aumento de salário, mas sim de recomposição.

“Eu enxergo as coisas com clareza. O salário tem que valorizar quem trabalha. Nós não temos carro disponível e nem temos celular, por exemplo, como em outros lugares têm. Dos últimos 20 anos para cá, quase não houve aumento”, explicou. 

Já Leonardo Monjardim (Patriota) explicou que acabou discutindo durante a sessão por achar o aumento salarial um absurdo.

“Eu sou extremamente contra. No País em que o trabalhador pega ônibus, que recebe salário mínimo, haver tamanho aumento assim”, disse o parlamentar, indignado.

Anderson Goggi (PP), que se posiciona a favor da proposta, também disse que se trata de recomposição salarial. Procurado, o presidente da Casa, Leandro Piquet (Republicanos) não retornou até o fechamento desta reportagem.

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