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Caso Kauã e Joaquim

Júri de ex-pastor acusado de matar filho e enteado no ES começa na segunda

A expectativa é de que o júri popular de Georgeval Alves Gonçalves dure até três dias

Júri de ex-pastor acusado de matar filho e enteado no ES começa na segunda
- Ex-pastor Georgeval é acusado de matar Joaquim e Kauã (destaque)

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O júri popular do ex-pastor Georgeval Alves Gonçalves começa na manhã desta segunda-feira (03), no Fórum Desembargador Mendes Wanderley, em Linhares, no Norte do Espírito Santo. Ele é acusado de espancar, estuprar e matar o filho Joaquim Salles Alves, de 3 anos,  e o enteado Kauã Salles  Butkovsky, de 6, em 21 de abril de 2018 na casa onde moravam no centro da cidade. 

Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual (MPES), Georgeval teria estuprado e torturado as vítimas, colocando-as desacordadas na cama localizada no quarto das crianças.

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“Logo em seguida, empregou agente acelerante (líquido inflamável) no local e ateou fogo, causando as mortes das vítimas por ‘carbonização’”, diz a denúncia.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), o júri popular está marcado para começar às 9 horas. O  júri popular – que estava designado para o dia 13 de março, mas foi remarcado para 3 de abril – deve durar três dias, contará com 25 jurados e será comandado pelo juiz Tiago Fávaro Camata.

Ao todo, serão ouvidas 20 pessoas, sendo cinco delas peritos que irão prestar esclarecimentos. Pelo menos 11 pessoas foram arroladas pelo Ministério Público  do Espírito Santo, sendo um delegado,  dois  bombeiros, cinco peritos e três testemunhas. Outras quatro pessoas foram arroladas pelos advogados de acusação e cinco  pela defesa do ex-pastor.

Na época do crime, o ex-pastor era casado com Juliana Salles, mãe das crianças e que chegou a ser presa por negligência, mas a polícia descartou o envolvimento dela no crime em 2018 e ela não foi pronunciada como ré pela Justiça. 

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