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IMÓVEIS

Empresários preveem alta de preços em Bento Ferreira

Bairro é considerado um dos próximos destaques do mercado imobiliário da capital e expectativa é de valorização

Empresários preveem alta de preços em Bento Ferreira
- Bento Ferreira está atualmente com cinco prédios em construção. O transporte aquaviário é visto como um trunfo para a valorização dos imóveis

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O bairro Bento Ferreira, em Vitória, é a aposta dos empresários do mercado imobiliário como o espaço da capital com a maior valorização de propriedades e imóveis.

O recém-inaugurado aquaviário deu ainda mais força ao bairro, que tem uma ampla cartela de serviços, como escolas, hospitais, restaurantes e áreas de lazer.

Atuante no setor imobiliário, o advogado Diovano Rosetti destaca um dos motivos por trás da super valorização do bairro.

“Bento Ferreira é o único espaço urbano em Vitória que ainda se consegue construir prédios residenciais mais altos, pois não há problema do cone do aeroporto”, afirma.

Rosetti chama atenção para as obras que estão sendo executadas no bairro. “Existem cinco prédios em construção, algo em torno de 240 apartamentos”.

O especialista comenta que o preço médio do metro quadrado em Bento Ferreira varia entre R$ 6 mil (imóveis usados) e R$ 12 mil (imóveis novos), a mesma faixa de preço observada em bairros nobres, como Mata da Praia, por exemplo.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon-ES), Douglas Vaz, reforça que o bairro está em uma crescente. “Bento Ferreira é a bola da vez. O Estado tem investido no bairro inclusive pela possibilidade de construir novos acessos de mobilidade urbana. O aquaviário faz parte disso”, indica.














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Questionamento

No início do mês, uma pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) indicou Vitória como a capital com o metro quadrado mais caro do País. No entanto, empresários do setor contestaram o estudo.














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Para a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES), a amostra não corresponde à realidade. “No Rio de Janeiro, em bairros como o Leblon, o metro quadrado pode chegar a R$ 40 mil, já em Vitória, segundo a pesquisa, a média é de R$ 10.528, logo, é de se questionar como o estudo foi conduzido”.

DADOS DO ESTUDO

> Pouco antes de terminar o ano de 2022, os portais de busca de imóveis, Properati e Trovit, apresentam os resultados do tradicional Ranking dos bairros mais caros da América Latina, no qual se calcula e compara o preço do metro quadrado à venda nas áreas mais exclusivas de 20 cidades latino-americanas.
> Porto Madero (Buenos Aires, Argentina), Ipanema (Rio de Janeiro, Brasil) e Vitacura (Santiago, Chile) são os bairros que encabeçam a lista. A pesquisa foi realizada tendo o dólar como a moeda oficial das análises.
> O resultado indica que a Argentina tem o bairro cujos imóveis são os mais valorizados da América Latina. O ranking tem 20 cidades, com preços que variam entre R$ 2.941 (top 20) e R$ 28.835 (top 1).

FipeZap+
> Especialistas esclarecem que não é possível considerar a pesquisa da FipeZap+ para concluir que bairros como Praia do Canto e Enseada do Suá, que tem média de R$ 10.528 por metro quadrado, poderiam entrar na lista dos bairros mais valorizados da América Latina.
> Alexandre Schubert, vice-presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES), diz que a comparação entre as pesquisas não indica um resultado real.
> “Seria uma afirmativa irreal dizer que os imóveis de Vitória estão entre os mais valorizados da América Latina. Não que seja impossível alcançar essa posição, mas é um caminho a ser trilhado e não um lugar onde já estamos”, destaca Schubert.
> Douglas Vaz, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon-ES), também afasta a possibilidade de comparação entre as pesquisas. “É dar um passo maior que a perna”, diz.

Fonte: Properati, Trovit e Ademi-ES

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