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Ciência e Tecnologia

Especialista em segurança digital: “Privacidade requer controle mais rigoroso”

Frase é do especialista Wendel Babilon, um dos palestrantes do 2º Encontro Estadual dos Profissionais de Proteção de Dados

Especialista em segurança digital: “Privacidade requer controle mais rigoroso”
- Babilon pensa que empresas deveriam ter apenas informações essenciais

Última atualização

A proteção de dados pessoais tem se tornado uma preocupação cada vez mais comentada no âmbito corporativo.

Com a necessidade de se adequarem à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), promulgada em 2018, empresas que recebem e processam grandes quantidades de informações de clientes passaram a precisar de profissionais da área para adequar os procedimentos às normas legais.

Casos de desrespeito e abuso, porém, não são raros de serem encontrados. Ligações indesejadas, e-mails não solicitados e publicidade em aplicativos de mensagem instantânea são alguns dos exemplos de práticas que advêm da exposição de dados que deveriam ser resguardados pelas empresas apenas para a finalidade solicitada.

“Privacidade requer controle mais constante e rigoroso, pois até a divulgação de um endereço pode gerar discriminação e risco à vida. A quantidade de mensagens que recebemos é um absurdo. Se o dono da empresa não tomar cuidado, o titular fica refém”, diz o representante estadual da Associação Nacional dos Profissionais de Privacidade de Dados (APDados), Wendel Babilon.

O assunto será tema do 2º Encontro Estadual dos Profissionais de Proteção de Dados e Privacidade do Espírito Santo, que acontece na próxima sexta-feira (16), na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Vitória.














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Para Babilon, a indicação é que as empresas coletem informações apenas para o exercício da atividade necessária no momento, como forma de se resguardar de possíveis infrações ou vazamento. “Quanto mais dados, maior o risco”, afirma o especialista.

Para a consultora e oficial de proteção de dados, Adrianne Lima, o descumprimento da legislação pode resultar em condenações e indenizações. “A importância de seguir normas internas e proteger a confidencialidade dos dados tem sido enfatizada, inclusive com demissões por justa causa em casos graves”, comenta a consultora.

Já o presidente da Associação Nacional dos Profissionais de Privacidade de Dados (APDados), Davis Alves, destacou que uma pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil apontou que apenas 23% das empresas possuem uma área focada especialmente no âmbito de proteção de dados.

“Isso indica que ainda há muito a ser feito para que a proteção de dados seja levada mais a sério pelas empresas”, finalizou.

SERVIÇO

2° Encontro dos Profissionais de Proteção de Dados e Privacidade

Quando: Sexta-feira, de 8h às 17h.

Onde: sede do TRT, em Vitória.

Inscrições gratuitas: sympla.com.br

Palestras

08h – Abertura, com o coordenador da APDados, Wendel Babilon

09h25 – Desafios Éticos e Legais na Investigação e Proteção de Dados Pessoais, com Gilberto Sudré

10h – O impacto da LGPD na relação das instituições financeiras com seus clientes, com o José Luiz Junior.

11h05 – Os aspectos jurídicos do vazamento de dados pessoais, com Walter Aranha Capanema.

13h25 – Crime Cibernético e Prova: A Investigação Criminal em Busca da Verdade e os Novos Horizontes da LGPD, com Roberto Darós

15h35 – Decisões com base na LGPD, com Adrianne Lima.

16h – Problemas no dia-a-dia do DPO, com Davis Alves.

Fonte: Pesquisa AT.














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