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Filmes e Séries

Suspense premiado resgata feminicídio

Filme de Dominik Moll foi o grande vencedor do Oscar do cinema francês deste ano

Suspense premiado resgata feminicídio
- Cena do filme “A Noite do Dia 12”

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“Sabe por que Clara foi assassinada? Eu te digo. Clara morreu porque ela era uma mulher”. A frase, dita ao chefe dos investigadores de polícia pela melhor amiga da jovem de 21 anos morta numa vila nos arredores de Grenoble, no sudoeste da França, resume o feminicídio central no enredo de “A Noite do Dia 12”.

O filme de Dominik Moll foi o grande vencedor do César deste ano. O Oscar do cinema francês premiou a produção com nada menos do que seis troféus, entre eles, o de Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Adaptação.

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O longa ainda levou os prêmios de Melhor Ator revelação para o protagonista Bastien Bouillon – que vive Yohan, chefe novato da unidade de polícia judiciária de Grenoble – e de Melhor Ator Coadjuvante para Bouli Lanners no detetive mais antigo da equipe, Marceaux.

“A Noite do Dia 12” remonta o assassinato de Clara Royer (Lula Cotton-Frapier), queimada viva, e a frustrante investigação do crime.

Num 12 de outubro, à noite, Clara voltava sozinha para casa depois de uma festa com as amigas, quando um homem, da penumbra, jogou gasolina nela e acendeu a chama do isqueiro.

O roteiro parte de uma história do livro de não ficção “18.3: Une Année à la PJ”, de Pauline Guéra, que acompanhou uma unidade da polícia judiciária francesa ao longo de um ano.

“Eu não queria tratar de um feminicídio, mas, quando li essa história, que está nas últimas 50 páginas do livro, fiquei interessado de imediato pela obsessão do investigador com o caso e pelo fato de ele não conseguir solucioná-lo”, diz Moll à Folha.

A investigação inconclusa de “A Noite do Dia 12” subverte o enredo clássico para se aproximar da realidade. O mistério em torno da morte brutal de Clara cresce à medida que a equipe patina entre a carência de provas e a descoberta dos vários parceiros sexuais da jovem.

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