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A Prefeitura de Vitória afirmou ao Tribuna Online, nesta quinta-feira (25), que a exigência do passaporte da vacina para participar do Carnaval 2022 é uma “mera especulação”. De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (Semus), ainda não existe definição sobre o Carnaval.
“A prioridade é a completa vacinação dos moradores da capital e a manutenção de medidas sanitárias de enfrentamento à Covid-19. Até a presente data, não há definição sobre o Carnaval 2022. Todas as decisões sobre o tema serão objeto de discussão com profissionais da saúde, com base em critérios científicos e sanitários, visando à preservação da vida e integridade dos capixabas”, diz a nota encaminhada à reportagem.
Em uma entrevista, nesta quinta-feira (25), o governador Renato Casagrande havia informado que o evento só seria realizado com a exigência do passaporte da vacina. Em uma transmissão ao vivo pelas redes sociais, na noite de quarta-feira (24), ele chegou a fazer a mesma afirmação.
Nesta live, o governador também informou que a realização do evento está condicionada a chegada das microrregiões do Estado ao risco muito baixo (cor azul) no mapa de risco.
“A liga já disse que qualquer um que for desfilar e participar das escolas de samba terá que estar vacinado. Também quem for ter acesso ao Sambão terá que ter o passaporte da vacina”, afirmou ele, durante a transmissão em que respondia perguntas de internautas.
Postos de vacinação nas quadras das escolas
Na transmissão ao vivo feita na quarta-feira (24), uma pessoa enviou mensagem ao governador sugerindo que fossem montados postos de vacinação nas quadras das escolas para ampliar a imunização e poder realizar o Carnaval.
Casagrande informou que conversa com Liga Independente das Escolas de Samba do Grupo Especial (LIESG) sobre o assunto.
“Até a liga das escolas de samba discutiu isso conosco e estamos verificando, mas é uma tarefa mais dos municípios para organizar isso (vacinação) nas quadras, mas vamos continuar discutindo isso com a liga, porque pode ser uma alternativa”, explicou.
Em vídeo divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, reforçou que a realização do Carnaval e das festas de fim de ano depende da vacinação e do cenário da pandemia no Espírito Santo.
“A Secretaria de Estado da Saúde ressalta que as festas de final de ano, como o Natal e Réveillon, e também o Carnaval serão realizados dependendo das condições sanitárias estabelecidas no mapa de risco. Que condições sanitárias são essas? São a cobertura vacinal, número de casos, número de internações e número de óbitos. Se essas condições estiverem dentro dos parâmetros, essas festas poderão ser realizadas. Obviamente, se daqui até o Natal, daqui até a virada de ano ou daqui até o Carnaval, as condições alteraram, se aumentarmos número de internações e óbitos, precisaremos rever essas condições para a realização dessas festas”, afirmou ele.