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Coronavírus

Secretário da Saúde diz que Estado pode liberar festas e eventos de fim de ano

Ameaça da chegada da nova variante Ômicron já provocou o cancelamento de festividades em Salvador

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Weslei Radavelli

Formado em Jornalismo pela Faesa de Vitória, em 2007, foi repórter de A Tribuna e passou por veículos de comunicação no Espírito Santo e no Rio de Janeiro. Atualmente é editor de conteúdo do Tribuna Online.

Última atualização

Apesar da queda sustentada de casos, óbitos e internações por coronavírus no Espírito Santo, a Secretaria de Estado da Saúde está em alerta e monitorando a ameaça de chegada da nova variante da covid, a Ômicron, ao país. Se o combate ao covid se mantiver neste nível, as festividades e os eventos de fim de ano poderão ser liberados para acontecer no Estado.

A informação foi divulgada pelo secretário da Saúde, Nésio Fernandes, pelas redes sociais nesta segunda-feira (29). A declaração é uma panorama local frente a situações já registrada no Brasil e em países da Europa, que voltaram a decretar lockdown e medidas de restrição social para conter a nova variante.

“Restrições as festas de fim de ano, ao ciclo verão/carnaval e a atividades mais amplas podem ser adotadas principalmente se houver fato novo reconhecido como escape vacinal associado a baixa adesão ao esquema completo e a desobediência civil”, disse.

O secretário voltou a reforçar a importância da participação da população neste combate ao covid.

“Temos um comportamento de queda sustentada de casos, óbitos e internações no Brasil e no Espírito Santo, mantidas as atuais características da pandemia podemos sim abrir uma agenda de ampliação das atividades econômicas e sociais. Podemos ter festas de fim de ano e verão”, escreveu.

No Brasil, a prefeitura de Salvador anunciou, nesta segunda-feira, o cancelamento das festividades de fim de ano diante da ameaça da chegada da nova variante. Cerca de 250 mil pessoas eram esperadas na capital da Bahia.

Nésio Fernandes disse também que os impactos da Ômicron precisam ser avaliados pelas próximas semanas e deve atingir – de forma mais grave – os países onde a vacinação não foi feita da forma adequada. “Estamos enfrentando uma nova variante com condições diferentes das que tivemos ao início da pandemia e no surgimento da Delta. Vacinar, vacinar, vacinar, testar, testar, testar, manter o uso das máscaras por mais tempo”, disse o secretário.

Viajantes do exterior serão obrigados a fazer teste

Outra informação divulgada pelo secretário foi a determinação que todos os viajantes que chegarem ao Estado vindos do exterior terão que ser submetidos a coleta de RT-PCR ainda no Aeroporto de Vitória. A orientação é válida para todos os passageiros, independente de apresentar sintomas ou não.

Ainda segundo Nésio Fernandes, todos os passageiros – que viajaram nos últimos 14 dias – devem procurar um ponto de coleta de RT-PCR independente de terem sintoma ou não. “Todos os resultados positivos serão sequenciados”, afirmou.

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