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Política

OAB-ES fará sessão para votar apoio ao afastamento de Alexandre de Moraes

Conselho da OAB-ES se reúne em sessão extraordinária para debater crise no STF, pedido de afastamento de Moraes e suspeição de Paulo Gonet.

OAB-ES fará sessão para votar apoio ao afastamento de Alexandre de Moraes
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Layna Cruz

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo, é repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online. Já atuou no Tribunal de Justiça do Espírito Santo e no Senac-ES. Curiosa sobre tudo o que envolve comunicação e jornalismo, possui experiência nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação institucional, cobertura de eventos, mídias sociais, fotografia e produção de vídeos e podcasts.

Última atualização

O Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil  –  Seccional Espírito Santo (OAB-ES) marcou uma sessão extraordinária na próxima quarta-feira (09), às 9 horas, para debater sobre a crise institucional do Supremo Tribunal Federal (STF), votar em apoio ao pedido de afastamento do ministro Alexandre de Moraes, e a suspeição do procurador-geral da República, Paulo Gonet

A reunião, que conta com a participação dos  presidentes das 27 Seccionais da OAB, surge após o pedido de apuração rigorosa acerca das investigações envolvendo Moraes, caso que a instituição definiu como grave. 

Na última terça-feira (1º), o ministro André Mendonça quebrou o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF), em que foram expostas mensagens trocadas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro – antigo dono do Banco Master. 

Durante a sessão, será definida a manifestação da Ordem a ser encaminhada ao Conselho Federal da OAB e apresentada, em reunião com o  presidente do STF, ministro Edson Fachin, marcada para as 17h, na sede do Tribunal. 

A presidente da OAB-ES, Erica Neves, pontuou que os relatos são graves e exigem esclarecimento pelas instâncias competentes. Além disso, ela destacou que a credibilidade do sistema de Justiça depende da confiança de que todos estão submetidos às mesmas regras.

“As informações […] são extremamente graves e exigem apuração rigorosa, transparente e absolutamente isenta. É indispensável que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos pelas instâncias competentes, com pleno respeito ao devido processo legal, mas sem omissões ou relativizações diante da gravidade do que está sendo noticiado”, pontuou.



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