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Bozi traduz mudança e encantamento pela China no disco “Shangri-La”

Trabalho marca uma nova etapa artística após as vivências no trio Chorou Bebel e na banda Zé Maholics

Bozi traduz mudança e encantamento pela China no disco “Shangri-La”
- Bozi buscou construir ritmo, groove e uma sonoridade minimalista, mas sem abrir mão de uma dimensão pop
Foto de perfil de Flávio Carvalho

Flávio Carvalho

Formado em Jornalismo pela Faesa, atua na Rede Tribuna desde 2012, onde começou como estagiário. Já integrou a equipe de produção de pautas para a editoria de Cidades, e há mais de 8 anos cobre cultura e celebridades no jornal. Na área de assessoria de comunicação, estagiou em instituições públicas e privadas. Também atendeu artistas capixabas e festas.

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A China não estava nos planos de Bozi como matéria-prima para um álbum. Pelo menos, não inicialmente. Quando ele embarcou para o país asiático, seu objetivo era aprofundar conhecimentos ligados à medicina chinesa e à acupuntura, áreas em que também atua profissionalmente.

O que ele não sabia era que, ao voltar para casa, traria consigo um repertório de sensações, imagens e caminhos musicais que acabariam dando origem ao seu 1º projeto solo, “Shangri-La”. O trabalho marca uma nova etapa artística após as vivências no trio Chorou Bebel e na banda Zé Maholics.

Nas palavras do próprio artista capixaba, o disco é um registro de alguém que voltou de lá diferente de quando partiu. “Foi uma experiência inesquecível e muito sensorial. As paisagens, os sons, a relação das pessoas com o espaço, o contraste entre tradição e modernidade.. tudo isso me deixou muito admirado”, diz ao AT2.

O resultado é um álbum brasileiro com homenagens à China. O próprio título reforça essa ideia e está associado, na literatura, a um vale utópico e misterioso escondido nas montanhas do Himalaia.

“Cacoete” foi escolhida para apresentar o projeto ao público e sintetiza parte da direção que Bozi buscou construir: ritmo, groove e uma sonoridade minimalista, mas sem abrir mão de uma dimensão pop.

Apesar de ser sua estreia solo, “Shangri-La” está longe de ser um disco solitário. O álbum reúne músicos e compositores que fazem parte da trajetória do capixaba, a exemplo de Gabriel Bebici, parceiro musical desde os tempos de Zé Maholics. Os dois dividem a autoria de “Praia Inteira”, faixa que representa bem o minimalismo do projeto. A canção também evidencia o trabalho do produtor VT.

Luiza Pastore e Sofia Kriger aparecem em “Como Antes” e “Talvez de Lá”, respectivamente. Paulo Prot participa tocando gaita na faixa-título, enquanto Bino, da banda mineira Lamparina, contribui com as percussões na mesma música. A mixagem ficou a cargo de Rodolfo Simor, amigo de longa data e produtor já indicado ao Grammy Latino.

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