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Polícia

Perícia descarta suicídio e 2 são presos por morte de diarista

Companheiro e cunhado da vítima foram presos em flagrante após a perícia apontar que a cena de suicídio foi simulada

Perícia descarta suicídio e 2 são presos por morte de diarista
- Lucelena dos Santos, de 30 anos, foi morta na madrugada desse domingo (13)
Foto de perfil de Atilio Esperandio

Atilio Esperandio

Jornalista formado pela FAESA é apaixonado por esportes e especialista em esportes capixaba. Atualmente é repórter multimídia no portal Tribuna Online onde cobre o Brasil e o mundo, além de apresentar o podcast Apita Aí na TV Tribuna Band, sempre falando do melhor do esporte!

Última atualização



Uma diarista de 30 anos, identificada como Lucelena dos Santos, foi morta na madrugada deste domingo (13), no bairro Jabaeté, em Vila Velha. Inicialmente, o caso foi tratado como um possível suicídio, mas a perícia identificou sinais incompatíveis com essa hipótese e apontou indícios de que a cena teria sido simulada.

A mulher foi encontrada por uma amiga com uma corda no pescoço e pendurada. Ela chegou a ser levada à UPA de Riviera da Barra, mas chegou à unidade de saúde já sem vida.

De acordo com a chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), delegada Raffaella Aguiar, a vítima e o companheiro teriam passado a noite ingerindo bebida alcoólica e fazendo o uso de drogas durante a madrugada. 

Pela manhã, os dois teriam tido um desentendimento e, um tempo depois, o corpo da vítima foi encontrado pela amiga.

“O plantão chegou ao local, se deparou com os familiares que trouxeram a informação que na UPA, o filho da vítima tinha relatado que tinha visto o companheiro e o seu irmão colocando a corda ao redor do pescoço da vítima”, explicou .

A delegada explicou que após o relato, a perícia foi acionada e, juntamente dos policiais civis, foi possível reunir vestígios suficientes para apontar o companheiro e o seu irmão como principais suspeitos do crime.

Lesão incompatível com a corda

Após a Polícia Cientifica realizar o trabalho de perícia, foi constatado que as lesões apresentadas no pescoço da vítima eram incompatíveis com a corda em que ela foi encontrada amarrada. Segundo a perícia, a corda encontrada no local não apresentava sinais de tensão e a forma como estava presa ao caibro do telhado também era incompatível com a lesão encontrada no pescoço da vítima.

Para o chefe do Departamento de Perícia Externas da Polícia Científica (PCIES), Perito Oficial Criminal Regis Farani, a vítima teria sofrido a constrição no pescoço em outro momento e, posteriormente, a corda teria sido colocada no local com o objetivo de criar um contexto de suicídio.

“O que foi observado, é que a lesão era mais consistente com um estrangulamento, quando uma força não é a força do peso do corpo, foi uma força imposta por uma outra pessoa, que gerou uma compressão no pescoço, ao contrário do enforcamento quando é o peso do próprio corpo que gera essa compressão”, disse.

Regis Farani explicou que os elementos analisados até o momento são mais compatíveis com a hipótese de homicídio.

“É importante destacar que o exame do IML ainda está sendo executado, tem uma série de exames de laboratório que devem trazer novas informações, mas todos os elementos que a gente tem até agora são compatíveis com a atribuição de homicídio”, explicou.

O perito ainda explicou que a cena havia sido parcialmente descaracterizada porque a amiga retirou a vítima da corda na tentativa de socorrê-la. Segundo o perito, a alteração considerada intencional teria sido a própria colocação da corda no local, posteriormente, para simular um suicídio.

Suspeitos

Os dois suspeitos presos em flagrante são um homem de 23 anos, companheiro da vítima, e outro de 19 anos, cunhado dela e irmão do companheiro. Segundo a delegada Raffaela Aguiar, os dois foram conduzidos à delegacia inicialmente para prestar esclarecimentos. Após a análise dos elementos reunidos durante a investigação, incluindo informações da perícia e o relato do filho da vítima, ambos foram autuados em flagrante.

Os dois são investigados pela morte da mulher e, até o momento, a Polícia Civil trabalha para esclarecer a participação de cada um na dinâmica do crime. Durante o interrogatório, eles exerceram o direito constitucional de permanecer em silêncio.

A Polícia Civil busca agora entender como se deu o homicídio e também descobrir a motivação para o crime.



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