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Plenário

Sabatina TV Tribuna/Band: “Não passo mão na cabeça de ninguém”, diz Helder

Petista fala sobre futuras alianças e segunda vaga ao Senado Federal

Sabatina TV Tribuna/Band: “Não passo mão na cabeça de ninguém”, diz Helder
- Helder Salomão durante entrevista na TV Tribuna/Band, acompanhado de George Bitti e Eduardo Maia
Foto de perfil de Eduardo Maia

Eduardo Maia

Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.

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O candidato a governador Helder Salomão (PT) foi ontem o primeiro participante da série de sabatinas promovida pela TV Tribuna/Band. Além dos temas relacionados ao plano de governo, respondeu questões políticas.

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A coluna perguntou se o desgaste da campanha de Lula à Presidência, em meio às questões envolvendo ministros do STF, poderia atingir sua candidatura no Espírito Santo.

Helder disse não temer a possibilidade. “O capixaba conhece minha trajetória, sou homem de vida limpa”. O petista defendeu investigação rigorosa nos casos do Banco Master, do INSS e no Estado, da Apex, e foi enfático: “Quem se envolveu, seja político, ministro, que responda. Ninguém está acima da lei”.

Helder também disse que não passa “a mão na cabeça de ninguém” e fez um alerta sobre o patrimônio de políticos:

“Quando vê alguém que está na política ficando rico, desconfie. E se alguém tem um crescimento do patrimônio exponencial, duvide do mesmo jeito”, ponderou o petista.

Eleitor capixaba e o PT

Helder também respondeu ao fato de nas últimas eleições ao governo e principais prefeituras, além da Presidência, o eleitor capixaba preterir os candidatos do PT.

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“Não estou sentindo toda essa resistência ao PT. A campanha está crescendo nas ruas. Ninguém pode ser candidato sem ter partido, e toda sigla tem seus problemas. Quando tem partido que porventura tenha se envolvido em algo que mereça investigação, vou defender que essa investigação aconteça”.

Apoio para Casagrande

O petista explicou o apoio da federação PT, PV e PCdoB a Casagrande (PSB) como 2ª opção ao Senado.

“Temos Contarato (PT), que busca a reeleição, e a federação recomendou o voto no ex-governador. Estamos fazendo a construção de maneira transparente. Quero ver como os adversários vão explicar suas alianças”, citando a aproximação de Lorenzo Pazolini (Rep) com Magno Malta (PL), a quem classificou como “o político mais rejeitado do Estado”.

Posição sobre alianças

O candidato também ponderou que caso eleito, terá “liberdade para compor uma aliança e um governo” com quem estiver disposto a construir um novo ciclo no Espírito Santo.

Ele lembrou que foi eleito prefeito de Cariacica com quatro partidos e governou com 11.

Segundo ele, já existem “acenos” do PSB, que também tem feito movimentos de apoio ao senador Contarato (PT), além de uma manifestação de Casagrande de apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Como ficaria 2º turno?

Helder Salomão disse que não está pensando em eventuais alianças para um 2º turno. “Penso somente em chegar lá”.

O petista, no entanto, sinalizou disposição para conversar com outras forças políticas após a eleição. “Estou aberto”.

O candidato de Lula no Espírito Santo afirmou ainda que, se eleito governador, pretende buscar “equilíbrio e diálogo” e reunir forças que não integram sua aliança para discutir o próximo ciclo do Estado.

Críticas a governo, mas também reconhecimento

O petista aproveitou o espaço de 30 minutos da sabatina para deixar alguns recados. Afirmou que não acha que “agora é o futuro” — parafraseando o nome da coligação liderada por Ricardo Ferraço (MDB) —, pois, segundo ele, há “pessoas esperando três horas dentro de um ônibus”, por exemplo.

Entretanto, fez questão de registrar:

“Tivemos dois governadores em 24 anos, cada um cumpriu seu papel. O Estado avançou sim nesses últimos anos, e quero preservar todas essas conquistas”, destacou o candidato do PT.

Caminhada de Domingo

Ex-prefeito de Vitória Luciano Rezende (Cidadania) esteve na caminhada que Ricardo Ferraço (MDB) e Renato Casagrande (PSB) fizeram na avenida Dante Michellini, em Vitória.

“Lembrar que o Espírito Santo é exemplo no País e temos que continuar nesse caminho. Ricardo está super preparado. Fui prefeito em Vitória com apoio dele e Casagrande”.

Caminhada de Domingo II

Ao lado de Luciano, Ricardo destacou:

“Fizemos muito por Vitória, mas gostaríamos de ter feito muito mais, se não fosse a prefeitura colocar interesse político acima da população”.

Prestação de contas

Candidato ao governo Lorenzo Pazolini (Rep), durante carreata ao lado da candidata a vice Bispa Eliane (PL), declarou que “Vitória zerou a fila de especialidades, tirando 180 mil capixabas que estavam na fila do SUS há quatro, cinco anos. Acabamos com essa fila em um ano de gestão. Única capital do Brasil a fazer isso”, destacou o republicano.

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