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Polícia

Preso em avião no Aeroporto de Vitória por golpe da cidadania portuguesa

Suspeito, um português, ficava com dinheiro e documentação das vítimas e sumia

Preso em avião no Aeroporto de Vitória por golpe da cidadania portuguesa
- Português foi abordado e preso dentro de avião
Foto de perfil de Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho é jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em 2007, e tem aproximadamente 20 anos de experiência na profissão. É repórter multimídia das editorias de Cidades e Polícia do Jornal A Tribuna, com reportagens também publicadas no portal Tribuna On-line. Escreve reportagens especiais semanais para a editoria de Polícia do Jornal A Tribuna. Tem experiências com apresentações de podcasts e videocasts, além da participação ao vivo em telejornais da TV Tribuna, em colaboração com apresentadores, em casos de repercussão. Na função de redatora, atuou por 9 anos em editorias como Polícia, Cidades, Economia e Política do jornal impresso.

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Um português suspeito de aplicar golpes em pessoas que buscavam obter cidadania portuguesa foi preso dentro de um avião, no Aeroporto de Vitória. Segundo a Polícia Civil, ele cobrava entre R$ 7 mil e R$ 10 mil pelo suposto serviço, recebia documentos originais das vítimas e depois interrompia o contato.

A prisão ocorreu na sexta-feira e foi divulgada pela Polícia Civil nesta terça-feira (18). A investigação aponta que o número de vítimas pode passar de 20 somente no Estado.

A investigação começou em março, após uma vítima procurar o 3º Distrito Policial, na Praia do Canto, e relatar que havia contratado o serviço há mais de um ano.

Segundo titular do 3º Distrito Policial de Vitória, delegado Diego Bermond, o suspeito se apresentava como uma espécie de despachante ou agenciador e usava o fato de ser português para conquistar a confiança dos clientes.

O delegado explicou que as vítimas contratavam o serviço do denunciado, e entregavam seus documentos originais ao denunciado, como certidões antigas.

“Após obter essa documentação e os valores, esse indivíduo simplesmente desaparecia e as vítimas ficavam no prejuízo financeiro e o prejuízo, às vezes, até maior que eram os documentos originais”.

Ele também se apresentava como presidente da Associação Capixaba de Portugueses e utilizava um perfil no Instagram para atrair vítimas. O investigado teria criado um e-mail falso, semelhante ao utilizado pelo consulado. O suspeito havia trabalhado com esse tipo de serviço e conhecia os procedimentos utilizados.

Em julho, policiais cumpriram mandado de busca e apreensão em uma residência em São Paulo, onde o suspeito estava. Com apoio da Polícia Civil paulista, foram recuperados documentos originais de quatro vítimas capixabas, além de papéis de outras pessoas.

A investigação resultou no indiciamento por quatro crimes de estelionato, sendo um deles com agravante pelo fato de a vítima ser idosa e a Justiça decretou a prisão preventiva do investigado.

“A gente pede a colaboração da população, das vítimas, que liguem para o Disque Denúncia 181 ou procure uma delegacia”, afirmou o delegado-geral da Polícia Civil Jordano Bruno.

O investigado foi liberado em audiência de custódia, realizada na segunda-feira. A Justiça determinou o cumprimento de medidas cautelares.



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