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Economia

Bancários capixabas aprovam paralisação de 24 horas nesta quinta

Categoria rejeitou a proposta da Fenaban e aprovou aderir ao Dia Nacional de Paralisação Bancária por 24 horas

Bancários capixabas aprovam paralisação de 24 horas nesta quinta
- Imagem ilustrativa de uma bancária trabalhando
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Redação Tribuna Online

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Em assembleia e plenária realizadas nesta semana, bancários do Espírito Santo rejeitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e aprovaram a paralisação da categoria por 24 horas nesta quinta-feira (20).

Do total da votação no Estado, 94% aprovaram a adesão ao Dia Nacional de Paralisação Bancária e 99% rejeitaram a proposta dos bancos de congelar o piso de ingresso, separar o reajuste salarial em três faixas diferenciadas e reduzir os valores de VA/VR nas cidades do interior.

Em nível nacional, a resposta da categoria bancária também foi expressiva. Segundo os organizadores, a proposta da Fenaban foi rejeitada por 97% dos mais de 50 mil bancários e bancárias que participaram de assembleias realizadas por sindicatos de todo o país, e 90% aprovou a paralisação de 24 horas.

Dia Nacional de Paralisação Bancária no ES

Bancários e bancárias foram convocados a paralisar as atividades por 24 horas nesta quinta-feira (20). A mobilização atinge agências em diferentes regiões e busca pressionar os bancos em meio às negociações salariais.

“O engajamento da categoria bancária é decisivo para o sucesso da nossa Campanha. É fundamental que cada um seja multiplicador, dialogue com seu colega de trabalho e pare no dia 20/08, nas agências ou no trabalho remoto. Vamos mostrar nossa insatisfação e cobrar uma proposta digna e que nos valorize”

O posicionamento foi feito pelo coordenador-geral do Sindibancários/ES e integrante do Comando Nacional, Carlos Pereira de Araújo (Carlão), ao destacar a importância da mobilização coletiva.

Como aderir à paralisação de 24 horas

Para os organizadores, paralisar também significa desconectar. A orientação para aderir ao movimento no dia 20/08 inclui uma série de ações individuais que reforçam o caráter da greve.

  • Não entrar na unidade bancária;
  • Não fazer home office;
  • Não acessar sistemas do banco;
  • Não fazer atendimento remoto;
  • Não vender produtos;
  • Não responder demandas de trabalho;
  • Não tentar bater meta de casa;
  • Não entrar para “resolver só uma coisinha”.

Reivindicações dos bancários

As reivindicações aprovadas nas assembleias incluem uma série de pontos econômicos e de valorização profissional.

  • 5% de aumento real para salários e demais verbas, além da reposição da inflação;
  • aumento do piso salarial da categoria;
  • aumento dos valores do vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA);
  • valorização da participação nos lucros e resultados (PLR).

Críticas ao ritmo das negociações

Para Neiva Ribeiro, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, a falta de negociação não é compatível com o “setor mais lucrativo do país”.

“Os bancos estão com a nossa pauta de reivindicações desde o dia 24 de junho. A mesa de negociações começou no dia 2 de julho e, desde então, tiveram a oportunidade de apresentar uma proposta. Porém, até agora, faltando duas semanas para a data-base, não apresentaram nada”

Segundo a dirigente, o impasse levou a categoria a optar por uma paralisação de 24 horas como forma de pressão nas mesas de negociação e de visibilidade para a pauta econômica e social dos trabalhadores.

Posicionamento das entidades patronais

A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) informaram que receberam em 24 de junho a pauta de reivindicações referente à campanha salarial de 2026 e que a agenda para resolução está dentro do prazo.

As entidades patronais afirmaram ainda que o processo de negociação segue em curso, sem detalhar eventuais propostas ou datas específicas para a apresentação de novos avanços à categoria.

Com informações da agência Folhapress



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