Uma discussão em um bar teria sido o motivo para o assassinato de Diego Araujo de Oliveira, de 35 anos, ocorrido no dia 9 de agosto, no bairro Alecrim, em Vila Velha. O suspeito, de 50 anos, foi encontrado e preso em um estabelecimento comercial no bairro Parque Jacaraípe, na Serra.
De acordo com a adjunta da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha, delegada Suzana Garcia, a vítima não conheciam e estavam nesse bar quando o suspeito chegou ao local, já embriagado por ter passado o dia ingerindo bebida alcóolica e teria o hábito de jogar sinuca apostando.
“Ele começou a incitar a vítima para que jogasse com ele. Houve uma recusa inicial e partir disso o investigado teria começado a xingar a vítima, que disse que não queria confusão. O proprietário do bar interveio e pediu para que o investigado fossem embora para a casa dele”, disse a delegada.
A delegada conta ainda que o investigado teria ido embora e entrado em um beco, que serve de passagem para uma outra rua. Cerca de dez minutos depois, a vítima deixou o estabelecimento e também entrou nesse beco. Aproximadamente 30 segundos depois, a vítima sai desse beco ferida e pedindo socorro após sofrer um golpe no pescoço. Ela morreu pouco tempo depois.
“A motivação é extremamente fútil, é um crime pautado em intolerância, em que esse investigado simplesmente matou um homem por um desentendimento relacionada a aposta de sinuca em uma bar”, afirmou a delegada.
Versão do investigado não se sustenta
O investigado foi preso em flagrante no bairro Parque Jacaraípe, na Serra, e teria dito em interrogatório que teria agido em legitima defesa, versão essa que a delegada Suzana Garcia acredita ser pouco provável de ter ocorrido.
“O que ele alega é que a vítima teria adentrado na casa dele, teria ultrapassado um hall que tem uma pequena varanda, estourado a porta da sala, adentrado na sala. Ele estaria no banheiro para tomar banho, se apossou de uma faca na cozinha e golpeou a vítima”, afirmou.
A delegada explicou que essa versão não se sustenta pois o lapso de tempo é muito pequeno e que imagens de videomonitoramento comprovam que teriam apenas 30 segundos do momento em que a vítima adentra ao beco e sai ferida.
“Não havia nenhum respingo de sangue na sala ou na varanda. Todo o respingo de sangue que foram encontrados estão do lado de fora da casa, no meio do beco e no muro da casa. O exame cadavérico também mostrou que a vítima não tinha nenhuma lesão de defesa e ainda não havia sinais de arrombamento na porta”, disse.
O investigado foi preso em flagrante e a prisão foi posteriormente homologada pela Justiça e convertida em preventiva.