Duas maritacas silvestres, que estavam sendo mantidas ilegalmente em cativeiro, foram resgatadas de uma residência no município de Cariacica, onde funcionaria um criadouro de animais com fins comerciais.
Durante a fiscalização, os policiais encontraram as aves em situação irregular e identificaram um homem de 56 anos, responsável pelo imóvel, que admitiu manter a criação de animais sem licença.
Ação começou após relatório da Prefeitura de Cariacica
A ação ocorreu após a Prefeitura de Cariacica encaminhar à PCES um relatório de fiscalização sobre o imóvel. Segundo o titular da DEPMA, delegado Marcelo Nolasco, imagens fornecidas pelo município indicaram a presença das aves no local.
“Nós recebemos um relatório da Prefeitura de Cariacica sobre uma fiscalização realizada nessa residência, onde havia a criação de diversos animais com finalidade comercial. Nas imagens encaminhadas, também foi possível identificar maritacas. Durante a ação, encontramos duas aves no local, o que configura crime ambiental, já que elas são animais da fauna silvestre e estavam sendo mantidas sem autorização”
Diversos animais eram mantidos na residência
Além das maritacas, o imóvel abrigava diversos animais, como cães, gatos, patos, galos, calopsitas, ringnecks, coelhos e porquinhos-da-índia.
Conforme o delegado, o responsável de 56 anos reconheceu que não possuía autorização para a atividade.
“Ele admitiu que realiza a criação dos animais sem qualquer licença. Essa situação também será analisada pelos órgãos de fiscalização competentes, porque existe uma questão administrativa relacionada à criação sem autorização”
Destino das maritacas e dos outros animais
As duas maritacas, por pertencerem à fauna silvestre, serão encaminhadas aos órgãos ambientais responsáveis.
Já os animais domésticos e exóticos permanecerão sob a responsabilidade do proprietário, que ficará como depositário fiel.
De acordo com o delegado, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que, neste momento, não está recebendo animais exóticos. Por isso, esses animais permanecerão sob os cuidados do responsável, conforme determinação dos órgãos competentes.
A fiscalização também poderá resultar em medidas administrativas por parte dos órgãos municipais, em razão da criação de animais sem a devida autorização.
A Polícia Civil reforça que manter animais da fauna silvestre em cativeiro sem autorização dos órgãos ambientais pode configurar crime ambiental.