- Vitória, ES 27°C

Vitória 27°C

Publicidade: Combate os sintomas da gripe
Tribuna Agro

Mistura de café capixaba e baiano faz sucesso

Café combina arábica e conilon, tem torra em Venda Nova e já avança para pontos de venda no Rio e em outras regiões do País

Mistura de café capixaba e baiano faz sucesso
-
Foto de perfil de Clóvis Rangel

Clóvis Rangel

Clóvis Rangel é publicitário e jornalista formado pela Faculdade Pitágoras. Pós-graduado em Redes Sociais e em Sociologia, atua como especialista na editoria de variedades. É repórter do jornal A Tribuna e do portal Tribuna Online, além de professor de Marketing.

Última atualização

Uma combinação pouco usual entre dois dos principais cafés produzidos no Brasil começa a chamar atenção no mercado. Uma indústria capixaba reuniu o arábica cultivado nas Montanhas Capixabas ao conilon produzido no extremo sul da Bahia, criando um blend que aproxima duas regiões cafeeiras com características distintas.

O diferencial também está no processo. O conilon usado na composição da Montalle Café vem de uma produção com mais de 30 anos e pode ficar armazenado por até um ano antes de entrar no blend. A etapa faz parte da busca por uma bebida com identidade, resultado da união de grãos de origens.

Moradora de Venda Nova do Imigrante e uma das sócias da empresa, Andréia Rebuli explica que a torrefação dos grãos ocorre no próprio município, em uma estrutura preparada para o processo.

Segundo ela, concentrar parte do beneficiamento na região ajuda a manter a ligação do produto com as Montanhas Capixabas e reforça a identidade regional da marca: “A proposta é unir a força do conilon com a delicadeza do arábica, mantendo a identidade das duas regiões e fazendo a torra em Venda Nova.”


A marca é recente. Andréia conta que a operação começou em abril de 2025, mas já avançou para diferentes mercados. Hoje, o café tem presença mais forte na Bahia e no Espírito Santo e já chegou a algumas regiões do Rio de Janeiro. O próximo passo é ampliar a distribuição para outras partes do País.

A empresa trabalha com café em grãos e em pó, em embalagens de 250 e 500 gramas, e aposta na expansão para conquistar novos pontos de venda. “Hoje estamos fortes na Bahia e no Espírito Santo, já chegamos a algumas regiões do Rio e estamos abrindo mercado para todo o Brasil”, diz Andréia.

Na avaliação do engenheiro agrônomo Felipe Bianchi, a combinação permite explorar características complementares dos dois tipos de café em uma só bebida.

“Enquanto o arábica costuma contribuir com maior complexidade aromática, o conilon pode acrescentar corpo e intensidade”, explica.

Pesquisas do Incaper também mostram que o conilon possui atributos próprios de qualidade e vem ganhando espaço em segmentos que antes eram associados quase exclusivamente ao arábica.



Mais Lidas

Ver tudo ›