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Nadadora capixaba supera luto e conquista Tríplice Coroa das Águas Abertas

Quatro dias após a morte da mãe, Thais Sant’Ana completa a travessia e garante a Tríplice Coroa das Águas Abertas

Nadadora capixaba supera luto e conquista Tríplice Coroa das Águas Abertas
- Thais Sant’Ana entrou para a história da natação de águas abertas ao completar o Canal de Catalina, na Califórnia
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Víctor Fontes

Jornalista mineiro formado pela UFSJ, com passagem como narrador esportivo e apresentador de rádio. Hoje Victor Fontes é repórter multimídia e editor substituto em A Tribuna, e apresentador do programa Apita Aí na TV Tribuna/Band, cobrindo esportes todos os dias — da várzea ao Mundial, no texto e na câmera!

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A nadadora capixaba Thais Sant’Ana entrou para a história da natação de águas abertas ao completar, na última semana, o Canal de Catalina, na Califórnia, e conquistar a Tríplice Coroa das Águas Abertas (Triple Crown of Open Water Swimming). Ela concluiu o percurso em 9h49, tempo ainda extraoficial.

A travessia de aproximadamente 34 quilômetros liga a Ilha de Santa Catalina à costa da Califórnia e é marcada por água fria, correntes fortes e intensa vida marinha. Thais iniciou a prova às 23h08, acompanhada pelo marido, Nick Fenzl, que esteve no caiaque de apoio durante todo o percurso.

Em determinado momento, uma forte corrente lateral obrigou a equipe a mudar a rota em cerca de 90 graus. Nas duas horas finais, o vento de leste aumentou a dificuldade, mas a capixaba conseguiu alcançar Palos Verdes e completar o desafio.

Catalina foi a terceira etapa de um projeto iniciado em 2024. Thais atravessou o Canal da Mancha, entre Inglaterra e França, em 11h03, no dia 11 de agosto daquele ano. Em 16 de agosto de 2025, completou a Volta à Ilha de Manhattan, em Nova York, em 8h24min54s. Somados, os três desafios representam cerca de 29 horas de natação.

Com a conquista, Thais se tornou a terceira mulher brasileira a completar a Tríplice Coroa, depois de Dailza Damas Ribeiro e Alessandra Cima, e passou a integrar um grupo de apenas 108 mulheres no mundo que haviam realizado as três travessias.

A conquista ganhou um significado ainda maior pelas circunstâncias. A mãe de Thais, que estava internada havia meses, morreu apenas um dia depois da chegada da atleta a Los Angeles. Quatro dias após a perda, a capixaba entrou no Oceano Pacífico para realizar a prova.

“Eu nem consigo comemorar ainda. Foi uma forma de honrar a minha mãe e de passar pelo luto. Esses dias foram uma forma de tentar juntar os caquinhos, ter as pessoas certas em volta e tentar pelo menos entrar na água e fazer a travessia”, relatou.

A trajetória de Thais nas águas abertas inclui ainda desafios internacionais como o Morocco Swim Trek, no Saara Ocidental, o Swim Challenge Portugal e o Desafio do Lago de Constança. No Brasil, ela é tetracampeã da Travessia 14 Bis, de 24 quilômetros.

Com Catalina, a capixaba encerra um projeto iniciado há dois anos e amplia uma trajetória que já inclui a marca de primeira mulher do Espírito Santo a atravessar o Canal da Mancha.



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