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Futebol

Brasil inicia novo ciclo contra Austrália com renovação moderada

Seleção volta a campo após fracasso em 2026, reduz média de idade e testa estreantes em amistosos contra Austrália e Índia

Brasil inicia novo ciclo contra Austrália com renovação moderada
- Seleção realiza treino com grupo completo em Brisbane, na Super Data FIFA

Última atualização


Começa nesta sexta-feira o novo ciclo da seleção brasileira que terminará na Copa do Mundo de 2030. Com elenco renovado, o Brasil encara a Austrália duas vezes, a começar pelo amistoso em Queensland Country Bank Stadium, em Townsville, às 7h (de Brasília). Depois, encara os australianos dia 29, em Brisbane, e a Índia, em duelo inédito, marcado para o dia 3 de outubro, em Calcutá.

As partidas contra Austrália e Índia não devem ter peso competitivo, o que permitirá a Ancelotti testar jogadores e alternativas táticas. Os jogos ocorrem na estreia da Super Data-Fifa, período de 16 dias, em vez dos tradicionais nove, para amistosos e treinos das seleções.

Ancelotti reduziu a média de idade da seleção em quatro anos em comparação com os 26 jogadores que estiveram na Copa do Mundo de 2026. A mudança ocorre depois de uma Copa do Mundo decepcionante para o Brasil. Eliminada nas oitavas de final, a seleção fracassou e encerrou o torneio com a pior campanha em Mundiais em 36 anos.

A primeira convocação do técnico italiano já indicou o caminho escolhido: renovação. Dos 26 jogadores chamados, nove são estreantes e 11 atuam no futebol brasileiro. Ao mesmo tempo, Ancelotti manteve nomes considerados importantes para a transição, como Vinícius Júnior, Raphinha, Marquinhos e Bruno Guimarães. Todos os quatro, além de Douglas Santos e Gabriel Magalhães, outros remanescentes do ciclo anterior, devem ser titulares nesta sexta.

“Importante é passar confiança aos mais jovens que estão chegando. Minha primeira convocação foi em 2020 e, desde lá, muita coisa aconteceu. Obviamente não dá para mudar tudo da noite para o dia, mas é importante que o professor tenha um grande leque de opções”, disse Bruno Guimarães.

O meio-campista ainda se lembra do pênalti perdido que fez falta contra a Noruega, responsável por tirar o Brasil da última Copa do Mundo. “É uma ferida, é uma cicatriz, e ainda dói”, admitiu. “Bateria mil vezes de novo se fosse preciso, porque vestir esta camisa representa tudo para mim”.

A falha no jogo decisivo não mudou o pensamento de Ancelotti em relação ao jogador do Arsenal, uma das lideranças da equipe.

A ideia do treinador é observar jogadores mais jovens sem abrir mão de uma base experiente, ainda mais com a dificuldade que tem tido o italiano de implantar uma renovação radical no grupo. Neste primeiro momento, o resultado não é o único objetivo, mas importa, tanto que a CBF escolheu adversários frágeis para o começo do novo ciclo.

O amistoso tem importância para muitos dos estreantes e para outros que vinham fazendo parte do grupo. É o caso de Estêvão. O jovem atacante revelado pelo Palmeiras e hoje no Chelsea perdeu a Copa por lesão no momento em que era titular e figura de destaque. Agora, corre para retomar.

“Estar aqui para este novo ciclo é muito importante para mim e para todos os jovens que estão chegando. Acho que cada um tem de representar da melhor forma a seleção brasileira, seja valendo pontos ou não”, destacou o atacante, que deve ser titular de Carlo Ancelotti nos amistosos com Austrália e Índia.

Entre os novatos, há apostas pouco conhecidas na lista de Ancelotti, como o lateral-esquerdo Mauro Júnior. Ele nunca atuou profissionalmente no futebol brasileiro e talvez tenha sido o nome mais surpreendente na relação. O jogador de 27 anos foi revelado pelo Desportivo Brasil e defende o PSV, da Holanda, há quase uma década.

Natural do município paulista de Palmital, interior paulista, o jogador tem passagem pelas seleções de base entre 2013 e 2020, período em que jogava como meio-campista. Foi até o camisa 10 da seleção sub-20 em 2018 que tinha Rodrygo e Vini Jr.

“No começo, foi um pouco difícil de me adaptar a jogar de lateral, mas hoje, graças a Deus, eu me sinto muito bem e muito confortável jogando de lateral”, explicou Mauro, que diz ter Marcelo, Roberto Carlos e Branco como inspirações.

A Austrália ocupa a 28ª posição no ranking da Fifa. No último Mundial, foi eliminada pelo Egito na fase de 16 avos.

FICHA TÉCNICA

AUSTRÁLIA X BRASIL

AUSTRÁLIA – Izzo; Herrington, Souttar, Circati e Behich; Metcalfe, O’Neill; Irankunda, Irvine, Eli Adams; Tete Yengi. Técnico: Tony Popovic.

BRASIL – Hugo Souza; Vanderson, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Bruno Guimarães e Danilo; Estêvão, Vini Jr., Raphinha e Pedro; Técnico: Carlo Ancelotti.

HORÁRIO – 7 horas (de Brasília).

LOCAL – Queensland Country Bank Stadium, em Townsville, Austrália.


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