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Casos de gripe aviária registrados no ES são os primeiros do Brasil em 2023

Detecção da doença deixa o país em estado de alerta, segundo o Ministério da Agricultura

Casos de gripe aviária registrados no ES são os primeiros do Brasil em 2023
- Doença foi detectada por meio de exames

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O Brasil registrou o seu primeiro caso de influenza aviária H5N1 neste ano, informou na tarde desta segunda-feira, 15, o Ministério da Agricultura. O vírus foi detectado em duas aves silvestres no litoral do Espírito Santo, de acordo com a pasta. Em nota à imprensa, o ministério esclarece que a infecção em aves silvestres não afeta a condição do Brasil como país livre de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) e o comércio internacional deve ser mantido.

“Os demais países membros da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) não devem impor proibições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros”, ressaltou o ministério.

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Conforme a pasta, o caso já foi notificado à OMSA pelo Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, declarou estado de alerta, informou a pasta, para “aumentar a mobilização do setor privado e de todo o serviço veterinário oficial para incrementar a preparação nacional, aumentando a vigilância sobre a pandemia de IAAP”.

O País estava em alerta quanto à doença desde que casos foram identificados em países vizinhos nos primeiros meses deste ano e o número de focos da doença vem crescendo no mundo.

Segundo as informações do ministério, a investigação do caso começou na última quarta-feira, 10, pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO), após ter recebido notificação do Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos de Cariacica, do Espírito Santo.

“Foram resgatadas duas aves marinhas da espécie Thalasseus acuflavidus (nome popular trinta-réis-de-bando), uma localizada no município de Marataízes e outra no bairro Jardim Camburi, em Vitória, ambas no litoral do Espírito Santo. Material para diagnóstico, amostras biológicas foram colhidas pelo SVO e enviadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), unidade de referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), que confirmou se tratar de Influenza Aviária de Alta Patogenicida (IAAP) de subtipo H5N1”, explicou a pasta.

A influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves silvestres e domésticas, observou o ministério.

Atualmente o mundo vivencia a maior pandemia de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) e a maioria dos casos está relacionada ao contato de aves silvestres migratórias com aves de subsistência, de produção ou aves silvestres locais. A depender da evolução das investigações e do cenário epidemiológico, novas medidas sanitárias poderão ser adotadas pelo Mapa e pelos órgãos estaduais de sanidade agropecuária para evitar a disseminação de IAAP e proteger a avicultura nacional”, observou o Ministério da Agricultura.

De acordo com a pasta, as principais medidas de prevenção da doença estão sendo intensificadas, sobretudo no que tange à conscientização da população e dos criadores de aves especialmente para a imediata notificação de casos suspeitos da doença e de reforço das medidas de biosseguridade na produção avícola. O ministério lembra que a doença pode ser transmitida a humanos por meio de contato com aves infectadas (vivas ou mortas).

A orientação da pasta é que a população não recolha ou toque em aves doentes, devendo acionar o serviço veterinário local se encontrar ou avistar aves doentes.

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