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SAÚDE

Queda fatal revela o perigo da sarcopenia em idosos: o caso de Agnaldo Rayol

Especialistas falam sobre as principais causas de quedas e os cuidados preventivos

Queda fatal revela o perigo da sarcopenia em idosos: o caso de Agnaldo Rayol
- Agnaldo Rayol tinha 86 anos
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


A morte do cantor Agnaldo Rayol, aos 86 anos, após um acidente em sua casa, em Santana, Zona Norte de São Paulo, nesta segunda-feira (4), destaca um problema crescente entre idosos: a vulnerabilidade às quedas, um risco que pode ser fatal e exige cuidados preventivos.

Com o avançar da idade, atividades cotidianas como levantar-se da cama, tomar banho ou ir ao supermercado tornam-se desafiadoras, especialmente para quem sofre de sarcopenia, a perda de massa muscular que compromete força e equilíbrio, aumentando o risco de quedas e lesões graves.

A sarcopenia é um dos principais fatores que contribuem para o aumento das quedas em idosos, gerando impactos que vão de fraturas e internações hospitalares a casos fatais, como o de Rayol. Dados do Ministério da Saúde revelam que cerca de 40% dos idosos com 80 anos ou mais sofrem quedas anualmente, muitas vezes com consequências severas.

Cerca de 40% dos idosos sofrem quedas todos os anos

O médico ortopedista Leonardo Monteiro, especialista em joelho e membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, alerta sobre a gravidade das quedas em idosos. 



Segundo Monteiro, idosos com condições como osteopenia e osteoporose, que tornam os ossos mais frágeis, estão particularmente expostos a fraturas, o que pode resultar em perda de mobilidade e independência.

“Em alguns casos, as quedas podem ser fatais, como ocorreu com o cantor Agnaldo Rayol, que sofreu um trauma crânio-encefálico e complicação cardiorrespiratória após bater a cabeça”, explica.

O ortopedista destaca ainda que a atenção aos idosos deve ser redobrada, especialmente por conta do uso de medicamentos que podem afetar o equilíbrio. “Idosos têm musculatura mais fraca, problemas de audição, visão comprometida e reflexos mais lentos”, observa.

Para tornar o ambiente mais seguro, Monteiro recomenda a eliminação de riscos domésticos, como tapetes escorregadios, e a instalação de corrimãos e iluminação adequada. “É essencial que eles façam exercícios de fortalecimento e equilíbrio, revisem a acuidade visual e tenham acompanhamento médico para evitar quedas decorrentes de hipotensão postural, que ocorre quando se levantam rápido demais”, aconselha.

Sobre o equilíbrio e alterações fisiológicas no envelhecimento

A fisioterapeuta Juliana Arteiro Pontes, especializada em fisioterapia ortopédica e esportiva, complementa: “Estudos mostram que a fraqueza muscular é um dos principais fatores que ocasionam quedas no idoso, relacionada à falta de equilíbrio e alterações fisiológicas do envelhecimento.”

Juliana sugere acompanhamento fisioterapêutico regular para fortalecer a musculatura e manter o equilíbrio, com programas específicos para idosos e suporte médico. 

Ela ainda sugere: “O ideal é adaptar o ambiente do idoso às suas condições físicas, instalando barras de apoio, utilizando andadores e bengalas para dar maior suporte ao seu andar e melhorar sua qualidade de vida”.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), por sua vez, também aponta que aproximadamente 47% dos brasileiros são sedentários, não atingindo o nível mínimo de atividade física recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o que agrava o risco de quedas.

“A prática de exercícios físicos também remove o colesterol ruim (LDL) e diminui o nível de glicose no sangue, melhorando a saúde das artérias e a circulação sanguínea”, reforça a cirurgiã cardiovascular  Manuella Muniz, destacando a importância da atividade física para a saúde global dos idosos.

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