Inspeção da Vigilância Sanitária encontrou uma série de irregularidades nos serviços alimentares ofertados aos pacientes de um hospital, localizado em Roraima.
A Vigilância Sanitária apontou que os alimentos servidos no hospital não seguiam os padrões mínimos de higiene recomendados na maior unidade de saúde pública do Estado.
Conforme o órgão sanitário, os utensílios para refeição eram mal higienizados, as embalagens eram inadequadas e deixavam os alimentos expostos a insetos como moscas e baratas, comidas estavam estragadas, as garrafas térmicas mal higienizadas e exalando mau odor no momento de servir o lanche aos pacientes.
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Além disso, os responsáveis por preparar os alimentos não usavam os equipamentos necessários, como luvas, e a água utilizada para cozinhar os alimentos não tinha comprovação de que era potável.
A Vigilância inspecionou o hospital quatro vezes durante o mês de fevereiro. À reportagem, o Ministério Público de Roraima informou que recomendou à Secretaria Estadual de Saúde a rescisão do contrato assinado em agosto de 2022 com a empresa alimentícia que presta o serviço na unidade.
O MP-RR também destacou que a referida empresa não poderia ter sido contratada para prestar os serviços ao Estado, porque já foi considerada inapta para essa função, uma vez que a própria Sesau aplicou penalidade temporária à empresa no começo do ano passado.
À reportagem, a Sesau informou que acatou à recomendação do MP-RR, rescindiu o contrato vigente e acionou a empresa que ficou em segundo lugar no processo licitatório, para prestar os serviços até então fornecidos.
Em nota à reportagem, a empresa disse que não foi notificada pela Sesau sobre a rescisão contratual, e afirmou que “todos os fatos narrados pela fiscalização foram devidamente justificados, não tendo a Sesau constatado por meio de exames laboratoriais nenhuma irregularidade da empresa”.
Sobre as falhas registradas pela Vigilância Sanitária, a empresa disse que o órgão “apontou algumas oportunidades de melhorias, todas já devidamente sanadas”, e reforçou que isso “não compromete a qualidade e a segurança dos alimentos produzidos”.