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Caçadores de Destinos

Passeio por tradições e memórias em Venda Nova do Imigrante

Circular pela Festa da Polenta é passear por memórias afetivas e ver em cada pessoa envolvida na festa o orgulho de pertencer

Passeio por tradições e memórias em Venda Nova do Imigrante
- Na Casa da Nonna, lindas vovós, com mais de 90 anos de idade, riem, conversam, crochetam e bordam

Última atualização



A Festa da Polenta, em Venda Nova do Imigrante, é mais do que um evento gastronômico: é a celebração da história e a valorização das raízes que moldaram a cultura local e o modo de viver do povo venda-novense. Circular pelo evento é passear por memórias afetivas e ver em cada pessoa envolvida na festa o orgulho de pertencer.

Não é por acaso que o tema deste ano é “La Nostra Storia”. Os ambientes montados no Centro de Eventos Padre Cleto Caliman, conhecido como Polentão, promovem uma viagem ao passado, pelos costumes dos imigrantes, que comove até mesmo quem não tem origens italianas.

É difícil, por exemplo, passar emocionalmente ilesa a um grupo de nonnas com mais de 90 anos que, sentadas no sofá, riem, conversam, crochetam e bordam, com a beleza de quem carrega em cada traço da face uma história de vida cheia de luta e superação.


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Na Casa da Nonna, cada detalhe toca a alma: na chegada, as roupas penduradas no varal, o jardim florido e a horta bem cuidada convidam a entrar sem pressa. Na cozinha, o cheiro que exala do fogão a lenha leva à polenta preparada na hora.

“Aqui tem polenta brustolada, feita na chapa, sem óleo, e tem também polenta mole, que as nonnas cortavam com uma linha”, diz Lourdes Altoé Falqueto, cheia de orgulho.

Enquanto isso, no Paiol do Nonno, a venda fica lotada, a cana-de-açúcar é moída na hora, com um caldo fresquinho para adoçar a vida. No pilão, o nonno prepara artesanalmente a paçoca, com amendoim torrado, açúcar mascavo – feito ao lado, no Rancho do Açúcar –, fubá e um pouco de sal.

“Paçoca no pilão. Vem que o trem é bão”, convida em voz alta o nonno Ângelo Falqueto, mais conhecido como “Seu Angelim”.


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No Memorial da Costura, além da homenagem ao ofício praticado pelas mulheres italianas que ajudaram a desbravar as terras capixabas e pelas descendentes, que aprenderam com elas a arte de costurar, faz-se um resgate das origens da Festa da Polenta.

“Fizemos um museu da costura, valorizando essa tradição e mostrando como ela faz parte da evolução da festa, com vestidos confeccionados aqui e usados pela realeza do evento ao longo dos anos”, comenta Emílio Caliman, curador do espaço.

Neste domingo tem tombo da polenta

Neste domingo (12), último dia da 47ª Festa da Polenta, em Venda Nova do Imigrante, ainda tem programação variada no Centro de Eventos Padre Cleto Caliman, o famoso Polentão. E uma das atrações é o sempre tão aguardado tombo da polenta, que será realizado às 15 horas.

Antes disso, a primeira agenda do dia é na Igreja Matriz da cidade, com a realização, às 9 horas, da missa em italiano. Às 9h30, os portões do Polentão serão abertos para o público.

O almoço típico começará a ser servido às 11 horas. Vale a pena experimentar: é um prato farto, com macarrão, molho à bolonhesa, polenta, queijo, frango e linguiça.

Ao longo do dia, haverá apresentações de grupos de dança, entre eles o Grupo I Primi Granelli, e shows musicais, alternando entre os dois palcos montados no centro de eventos.

O encerramento da festa está previsto para as 21 horas.


Cenas da Festa da Polenta

Queijo de 550 quilos

Desfiles pelas ruas de Venda Nova do Imigrante fazem parte da programação da Festa da Polenta. Nesta edição do evento, o primeiro deles, realizado no último dia 4, teve entre as atrações um queijo gigante. Pesando cerca de 550 quilos, a iguaria, que é item indispensável nas mesas dos descendentes de italianos, foi transportada até o Centro de Eventos Padre Cleto Caliman, onde foi cortada, no dia seguinte, e os pedaços foram vendidos para o público.



Vila Cervejeira

Boa gastronomia precisa ser acompanhada de boas bebidas. Na Festa da Polenta, as diversas opções de pratos servidos podem ser harmonizadas com cerveja artesanal, outra tradição das montanhas capixabas. A Vila Cervejeira, montada dentro do Polentão, reúne diversas cervejarias da região. A equipe da Tarvos, uma das cervejarias de Venda Nova do Imigrante, espera vender 2 mil litros da bebida durante o evento.



Programação

9h: missa em italiano na Matriz

9h30: abertura dos portões do Centro de Eventos Padre Cleto Caliman (Polentão)

11h: almoço típico e show com Pedro Ferna

12h30: Cantarola

13h: apresentação Cultural do Grupo Granello Giallo

13h50: apresentação Cultural 14h20: apresentação Cultural do Grupo I Primi Granelli

15h: Show com Toni Boni

15h: Tombo da Polenta

17h: Show com Ragazzi Dei Monti

19h: Show com Tiago e Rodolfo

21h: Encerramento da festa

Próximo destino

Os atrativos de Venda Nova do Imigrante também serão destaque nas rádios Tribuna FM Vitória e Cachoeiro e Legal FM ao longo desta semana. Na próxima quinta-feira, os amigos do TN1, da TV Tribuna, vão conferir um pouco do que vai rolar no passeio do Caçadores de Destinos em Mimoso do Sul, que será exibido na íntegra no próximo sábado, às 18h50.



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