- Vitória, ES 27°C

Vitória 27°C

Publicidade: Combate os sintomas da gripe
Cidades

3.300 recusam fazer teste do bafômetro só este ano

Do total, aproximadamente 2.200 foram autuados diretamente pelo órgão

3.300 recusam fazer teste do bafômetro só este ano
- Para o diretor-geral do Detran-ES, Givaldo Vieira, o consumo de álcool segue como um dos principais fatores de risco no trânsito
Foto de perfil de Camila Lima

Camila Lima

Jornalista formada pela Faculdade Estácio de Sá de Vitória, atua há 7 anos no jornal A Tribuna. Integrante da editoria de Cidades, tem como principal foco a cobertura de saúde, área na qual construiu sólida experiência em reportagens, entrevistas e coberturas de eventos pelo Brasil. Apresenta o podcast Fala, Doutor, dedicado a levar informação acessível e de qualidade sobre medicina e bem-estar ao público.

Última atualização


A recusa ao teste do bafômetro tem se consolidado como um dos principais desafios nas ações de fiscalização no trânsito.

Somente este ano, 3.300 motoristas já se recusaram a realizar o teste no Espírito Santo, segundo dados do Detran-ES. Do total, aproximadamente 2.200 foram autuados diretamente pelo órgão.

O número acende um alerta em meio às campanhas do Maio Amarelo, que buscam conscientizar sobre a importância de atitudes responsáveis ao volante.

Recentemente, durante o feriadão de abril, entre 18 e 21, mais de 70 motoristas se negaram a fazer o teste em blitze realizadas em Vitória. Ao todo, 736 condutores foram abordados no período.

A recusa não livra o motorista das penalidades. O condutor que se recusa a realizar o teste do bafômetro comete uma infração gravíssima, com sete pontos na carteira, multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses.

Além das consequências legais, a prática também levanta preocupações sobre segurança viária. Para o diretor-geral do Detran-ES, Givaldo Vieira, o consumo de álcool segue como um dos principais fatores de risco no trânsito.

“Mesmo pequenas quantidades já afetam a capacidade de percepção, visão e reflexos. Além disso, o álcool reduz os inibidores, fazendo com que a pessoa se sinta mais propensa a descumprir regras”.

O cenário, segundo os especialistas, reforça a necessidade de intensificação das ações de fiscalização e conscientização.

Segundo o gerente de fiscalização do Detran-ES, Jederson Lobato, o trânsito é um ambiente compartilhado, onde decisões individuais impactam diretamente a vida de outras pessoas.

“Quando o condutor passa a enxergar o outro como alguém que também tem uma vida e uma família, ele tende a adotar comportamentos mais seguros, como não beber e dirigir e respeitar as regras”, destaca.

Segundo o capitão Anthony Moraes Costa, consultor em Segurança Viária, para se ter mais respeito às leis de trânsito deve-se investir em educação. “Um trabalho a ser desenvolvido desde criança, com apoio das escolas e da família”.


Mais Lidas

Ver tudo ›