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Banco Vermelho reforça combate à violência contra a mulher em Vitória

Dois Bancos Vermelhos instalados no TJES, em Vitória, reforçam mobilização contra violência doméstica e feminicídio e divulgam a rede de proteção

Banco Vermelho reforça combate à violência contra a mulher em Vitória
- Dois Bancos Vermelhos instalados no TJES, em Vitória, reforçam mobilização contra violência doméstica e feminicídio e divulgam a rede de proteção
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Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho é jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em 2007, e tem aproximadamente 20 anos de experiência na profissão. É repórter multimídia das editorias de Cidades e Polícia do Jornal A Tribuna, com reportagens também publicadas no portal Tribuna On-line. Escreve reportagens especiais semanais para a editoria de Polícia do Jornal A Tribuna. Tem experiências com apresentações de podcasts e videocasts, além da participação ao vivo em telejornais da TV Tribuna, em colaboração com apresentadores, em casos de repercussão. Na função de redatora, atuou por 9 anos em editorias como Polícia, Cidades, Economia e Política do jornal impresso.

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Dois bancos vermelhos foram instalados nesta quarta-feira (19), em Vitória, como símbolo de conscientização e mobilização contra a violência doméstica e o feminicídio. Os mobiliários ficam na sede do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), na Enseada do Suá, sendo um na área externa e outro na entrada do prédio.

Doados pela Prefeitura de Vitória, os bancos fazem parte de uma iniciativa nacional de prevenção à violência contra a mulher. A proposta é transformar espaços de circulação em pontos de reflexão sobre o problema e também divulgar informações sobre a rede de proteção disponível às vítimas.

A presidente do TJES, desembargadora Janete Vargas Simões, destacou a importância da atuação conjunta no enfrentamento à violência contra a mulher. “É importante o diálogo entre as instituições para que nenhuma mulher enfrente sozinha a violência doméstica, mas seja amparada por todas as instituições.”

A iniciativa está alinhada ao Programa Banco Vermelho, instituído nacionalmente como instrumento de conscientização e prevenção da violência contra a mulher. A proposta é utilizar bancos instalados em locais públicos e de grande circulação para provocar reflexão e, ao mesmo tempo, divulgar informações sobre a rede de proteção.

A desembargadora Rachel Durão Correia Lima lembrou que o movimento teve origem na Itália, em 2016, e ganhou repercussão internacional como ferramenta de conscientização e prevenção.

“O banco vermelho é um banco vazio porque representa o último lugar ocupado por uma vítima de violência doméstica. E vermelho porque representa o sangue derramado por essas vítimas”, destacou.

A juíza Thaita Campos Trevizan ressaltou o caráter educativo da ação e chamou atenção para a violência praticada dentro de relações afetivas. “É importante registrar números que são impactantes: 80% das vítimas são agredidas pelos seus companheiros ou ex-companheiros e 60% são agredidas dentro da própria casa. Então, o lugar que deveria ser de resguardo e de paz muitas vezes não é”, afirmou.

A mobilização também destacou a responsabilidade dos homens na prevenção da violência. O desembargador Sérgio Ricardo de Souza defendeu uma mudança de comportamento para enfrentar o problema.

“Nós, homens, temos que tomar as iniciativas e nos conscientizar de que precisamos mudar e também contribuir para mudar outros homens, para que tenham consciência de que com violência não construiremos uma sociedade justa e uma sociedade de paz”, declarou.

A prefeita de Vitória, Cris Samorini, também ressaltou a importância das políticas de prevenção e proteção. Ao citar ações desenvolvidas na Capital, destacou a ampliação do número de mulheres atendidas pelo Botão do Pânico, que passou de 27, em 2025, para 43 neste ano.

A instalação dos bancos ocorreu durante o Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher.



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