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Cidades

Defensoria Pública vai fazer teste de DNA de graça

A ação “Meu Pai Tem Nome” acontecerá de 4 a 8 de agosto, das 8h às 16 horas, no centro de Vitória. Não é preciso agendar

Defensoria Pública vai fazer teste de DNA de graça
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Última atualização


De janeiro deste ano até segunda-feira (28), 1.422 crianças no Espírito Santo foram registradas apenas com o nome da mãe constando na certidão de nascimento. Os dados são dos Cartórios de Registro Civil do Estado, que, no ano passado, fizeram mais de 3 mil registros desse tipo.

Em cinco anos, o número passa de 16 mil crianças sem registro do nome do pai na certidão. Diante desse cenário, a Defensoria Pública do Estado irá realizar, entre os dias 4 e 8 de agosto, um mutirão gratuito para exames de DNA e reconhecimento voluntário de paternidade.

A ação “Meu Pai Tem Nome” acontecerá no centro de Vitória, das 8h às 16h, na sede da instituição, na avenida Jerônimo Monteiro. A previsão, de acordo com a coordenadora de Infância e Juventude da Defensoria Pública, Adriana Peres, é que mais de 150 exames sejam realizados durante a ação.

Não há necessidade de agendamento prévio. “Fazemos DNA e reconhecimento de paternidade o ano todo. Mas, na proximidade do Dia dos Pais, fazemos um mutirão”, explicou.

Para ter gratuidade, é preciso que a pessoa tenha renda bruta de até dois salários mínimos por mês ou renda familiar de até três salários mínimos mensais.

Para a ação, é preciso, segundo a defensora pública, que o suposto pai e a criança – ou o adolescente ou até mesmo o adulto – que queiram fazer o exame de DNA compareçam voluntariamente.

“Se for menor de 18 anos, tem de ir com a presença do responsável legal. Fazemos a coleta do material genético ali na hora”, informou.

O material genético é encaminhado ao laboratório, para que o resultado seja expedido, o que leva, em média, 30 dias, de acordo com Adriana.

Além do exame de DNA do pai e do suposto filho, a Defensoria realiza a reconstrução genética, no caso de esse pai já ter falecido.

“Se uma pessoa não tem o registro paterno e o pai já faleceu, mas tem parentes próximos, ela pode ir também com esses parentes. Nós coletamos o material genético de todos para reconstruir e verificar se esse pai falecido de fato era o pai”.

“O direito à identidade, à filiação, é um direito fundamental de crianças e adolescentes. Então, a nossa perspectiva é justamente garantir esse direito”, reitera a defensora pública.

Saiba mais

Mutirão

Entre os dias 4 e 8 de agosto, a Defensoria Pública do Espírito Santo realiza mais uma edição do mutirão “Meu Pai Tem Nome”, uma ação nacional voltada para o reconhecimento de paternidade e a realização gratuita de exames de DNA.

O serviço é 100% gratuito.

Local e horário

O atendimento será feito sem agendamento prévio, das 8h às 16h, na sede da instituição, localizada no centro de Vitória, na avenida Jerônimo Monteiro, nº 1.000, Edifício Trade Center – 18º andar.

Quem pode participar?

A ação é aberta a pessoas de todas as idades — desde crianças até adultos que desejam buscar o reconhecimento de seu vínculo biológico. No caso de menores de 18 anos, é necessário comparecer com o responsável legal.

Para a coleta do DNA, é obrigatório que o suposto pai e a criança/adolescente/adulto estejam presentes, já que não é permitida a entrega de material genético de terceiros. A coleta é feita na hora e enviada para análise laboratorial.

Em casos de pai falecido, é possível realizar a reconstrução genética a partir de parentes próximos.

Documentos necessários

Documento de identidade e CPF do responsável;

Comprovante de residência (conta de água, luz ou telefone);

Comprovante de renda (contracheque, benefício do INSS ou declaração de isento/IR).

Certidão de nascimento da criança ou do adolescente.

Critério de renda

O mutirão é voltado para pessoas em situação de vulnerabilidade social, que precisam comprovar renda de até dois salários mínimos por pessoa ou até três salários mínimos por família.

Orientação jurídica

Caso o suposto pai não compareça, a Defensoria estará preparada para ingressar com ações judiciais de investigação ou reconhecimento de paternidade.

Haverá ainda atendimento e orientação jurídica sobre temas relacionados, como guarda, pensão alimentícia e direito de visitas.

Reconhecimento

Se o homem indicado como pai concordar com o resultado e aceitar reconhecer a paternidade, o processo é simples e rápido. A própria Defensoria Pública emite um ofício ao cartório, com a confirmação do vínculo, e o nome do pai é incluído automaticamente na certidão de nascimento — seja da criança, adolescente ou adulto. Tudo é feito de forma gratuita e sem necessidade de ação judicial.

Ação judicial

Caso o pai não concorde com o reconhecimento, mesmo com o exame confirmando a paternidade, a Defensoria entra com uma ação judicial de investigação de paternidade, usando o resultado do DNA como prova.

Fonte: Defensoria Pública do Espírito Santo.

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