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POLÊMICA

Defesa Civil de Pombos nega dados oficiais de 2,5 mil desalojados após chuvas

Após decreto de emergência, coordenador afirma que município não enviou documento com dados divulgados pelo Estado

Defesa Civil de Pombos nega dados oficiais de 2,5 mil desalojados após chuvas
- Prefeitura divulgou pontos de alagamento, mas não mencionou número de desalojados
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


A situação de emergência em Pombos, um dos 27 municípios pernambucanos sob decreto estadual após as chuvas, ganhou um novo capítulo. Embora o balanço do Governo do Estado tenha apontado cerca de 2,5 mil pessoas desalojadas e 45 desabrigadas, a gestão municipal negou ter oficializado tais registros, dizendo que houve falha de comunicação.

Em entrevista ao portal g1 pe, o coordenador da Defesa Civil de Pombos, Aglailson Lino, afirmou que informou ao Estado, ainda no sábado (3), que a cidade não possuía desabrigados ou desalojados no momento.

“Se especulou muito a questão de desabrigados, que não houve nenhum, e nem desalojados. Portanto, a comunicação interna entre a Defesa Civil municipal e o estado não foi documento oficial que publicamos e nem pedimos que ninguém publicasse”, declarou o coordenador.

Falha na comunicação

O impasse ocorre porque, enquanto o município sustenta a inexistência de pessoas desalojadas, o balanço estadual de domingo (3) ainda contabilizava 45 desabrigados na cidade. O tema virou polêmica na Câmara de Vereadores da cidade nesta última quarta-feira (6).

A presidente da Comissão de Educação, Saúde e Assistência, Lucinha da Maternidade (União Brasil), chegou a protocolar um pedido de informações sobre os dados divulgados de Pombos, um número que representava cerca de 10% da população afastada de sua casa ou em abrigos.

Na prática, a diferença entre os termos é fundamental para a gestão de recursos: desabrigados são aqueles que dependem de abrigos públicos, enquanto desalojados conseguem refúgio em casas de parentes. Em Pombos, a realidade corrigida pela Defesa Civil foca no dano estrutural e não no humano.

Prejuízo na infraestrutura rural e escoamento da safra

Apesar da polêmica sobre o número de pessoas, a Defesa Civil garante que o rastro de destruição física é concreto, com 14 pontes danificadas ou totalmente destruídas. O foco da prefeitura agora é o recebimento de recursos federais e do benefício eventual emergencial de R$ 24 mil, repassado pelo governo estadual.

A preocupação maior reside na zona rural, onde mais de mil chamados foram registrados. “Uma situação de anormalidade como essa compromete toda a infraestrutura do município, comprometendo a safra, a escoação agrícola, que aqui a gente vive uma cidade totalmente agrícola e isso faz com que a gente sacrifique muito o agricultor”, destacou Aglailson Lino.

O prefeito de Pombos, Elias Meu Fii (MDB), não se pronunciou sobre o assunto. Ele postou vários vídeos nos stories de seu instagram mostrando o volume de águas na cidade e pedidos de agradecimento da população por soluções ágeis durante a assistência aos moradores.

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