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Enfermeira vira “fada madrinha” de bebê

A pequena Isabel Melotti nasceu com malformação no trato urinário e um ato de fé a ligou para sempre à vida da enfermeira Maryna

Enfermeira vira “fada madrinha” de bebê
- A enfermeira Maryna Possatto com a menina Isabel e seus pais, Aline e Jefferson Melotti: batizado no hospital

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As chances da pequena Isabel Melotti sobreviver quando nasceu, em julho de 2021, eram  poucas, por conta de uma malformação no trato genito-urinário intestinal. Mas um ato de fé fez com que a vida da menina se ligasse à da enfermeira Maryna Possatto, de 27 anos.

Maryna era quem cuidava de Isabel durante o período que esteve no Hospital Unimed Vitória, na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP). Ela se tornou a “fada madrinha” da menina, segundo contam seus pais,  Aline Melotti, 40, e Jefferson Melotti, 38.

Como o risco de morte era real, Jefferson, que é auxiliar de farmácia, contou para Maryna o desejo que a família tinha de batizá-la.

“Ela poderia morrer a qualquer momento. Queríamos que ela fosse entregue para Jesus, para que ele tomasse conta dela e a vontade dele fosse feita. Como moramos em Colatina, não seria possível nosso padre vir até aqui”, relata Aline, que é coordenadora de projetos sociais. 

“Mas a Maryna, além de conseguir a autorização, ainda conseguiu que o padre de sua paróquia fizesse o batismo, um dia após seu nascimento. Ela foi escolhida naquele momento para ser a madrinha de consagração da nossa filha, que havia sido consagrada a Nossa Senhora da Saúde”, conta a mãe.

De acordo com Aline, três cirurgiões disseram que não havia possibilidade de operar Isabel. “Mas depois do batismo entregamos ela para Deus e, um dia depois, uma médica disse que faria a cirurgia. O batismo foi o ato de fé”.

A malformação no trato genito-urinário intestinal impedia a criança de realizar funções essenciais, como urinar, além de comprometer a função renal.

“Sabíamos das malformações, porém não havia um diagnóstico fechado. Era meu primeiro plantão na UTIP sozinha, e lembro que falei :’comigo, ela não morre’”, relembra a enfermeira.

Após três meses e cinco dias internada no hospital, Isabel recebeu alta e, agora, com 1 ano e 3 meses, segue em acompanhamento. 

Em abril deste ano, Maryna foi até a cidade da família para dar continuação aos ritos do batismo. “Isabel foi um presente de Deus. Eu vejo um milagre. Deus me deu Isabel e sua família para eu poder cuidar e levar comigo durante a minha caminhada”, afirma, emocionada, a enfermeira. 

 “Quando olho para Maryna, vejo o amor de Deus por nós. Naquele momento difícil, em que  estávamos longe da família, na pandemia, ela foi um alento. Foi a presença real de Deus na nossa vida”.

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