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Cidades

Especialistas apontam os maiores vilões do trânsito nas viagens de férias

Especialistas apontam os comportamentos que mais se repetem eestão diretamente ligados aos riscos nas viagens de férias

Especialistas apontam os maiores vilões do trânsito nas viagens de férias
- A cabeleireira Diomária Batista, de 38 anos, vai pegar a estrada com a família rumo à Bahia
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Will Anholetti

Will Anholetti é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Língua Portuguesa e docência no Ensino Superior. Repórter multimídia, escreve para A Tribuna e Tribuna Online.

Última atualização


Com a chegada das férias, muitos capixabas começam a tirar o carro da garagem para viajar em família ou com amigos. Para especialistas, alguns comportamentos se repetem ano após ano e estão diretamente ligados aos sinistros registrados durante as viagens.

Cinco condutas se destacam entre os “vilões” do trânsito: uso do celular ao volante, o não uso do cinto de segurança, desrespeito à sinalização, consumo de álcool associado à direção e excesso de velocidade.

Segundo o gerente de Fiscalização de Trânsito do Detran|ES, Jederson Lobato, o cinto, por exemplo, é decisivo tanto para evitar óbitos quanto para reduzir a gravidade das lesões. Todos os ocupantes devem usar o equipamento, inclusive no banco traseiro.

“Em uma colisão, o passageiro sem cinto pode ser projetado e causar ferimentos graves ou até a morte de quem está à frente”, alertou.

Para além desses cinco vilões, o sinistro de trânsito envolve vários fatores. Lobato reforça: “É fundamental planejar a viagem, revisar o veículo, checar pneus, freios e equipamentos de segurança, escolher horários adequados e manter atenção total durante o trajeto”.

O gerente faz um alerta sobre as consequências humanas. “Uma morte no trânsito não destrói apenas uma vida. Ela destrói uma família inteira, que precisa lidar com a dor e a ausência. A reflexão precisa ser feita para que possamos ter um trânsito mais seguro, especialmente em um período que deveria ser de descanso e celebração”.

André Cerqueira, especialista em Trânsito e membro do Movimento Capixaba para Salvar Vidas no Trânsito (Movitran), destaca que todos esses problemas são o efeito de uma única causa: o comportamento humano e hábitos indevidos.

“O uso do celular, a direção sob efeito de álcool, o excesso de velocidade, o desrespeito à sinalização e a falta de cinto são decisões que o condutor toma. Está 100% na mão dele, então isso está ligado ao comportamento do motorista”.

Ele destaca a importância da sinalização. “Para todas as pessoas em viagem, é preciso que estejam a todo momento atentas às placas. Inclusive às placas móveis que podem ser colocadas devido a uma parada de trânsito ou uma obra”.

Preparativos

Evitando imprevistos

A cabeleireira Diomária Batista, de 38 anos, vai pegar a estrada com a família rumo à Bahia. Ela, o marido, de 65 anos, e o filho, de 12, pretendem sair no dia 31 de dezembro para visitar os pais dela, que moram no estado baiano. “Já conhecemos o percurso, não é a primeira vez que fazemos essa viagem. Isso ajuda bastante, porque a gente sabe onde redobrar a atenção”, afirma Diomária.

Além de conhecer o trajeto, a família também se preocupou com a manutenção do veículo. “Nosso carro já foi revisado. A gente prefere fazer a revisão com antecedência e rodar um pouco aqui na cidade antes, para ver se aparece algum problema e evitar imprevistos na estrada”, explica.

Diomária conta que o marido é um motorista experiente, o que traz mais tranquilidade para a viagem. “Esses cuidados fazem toda a diferença para viajar com mais segurança, principalmente em um período em que as estradas ficam mais cheias”, completa.


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