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Flagrantes de irregularidades com bikes elétricas em Vila Velha

Pedestres reclamam que os veículos trafegam acima do limite de velocidade permitida das ciclovias e invadem calçadas

Flagrantes de irregularidades com bikes elétricas em Vila Velha
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Foto de perfil de Will Anholetti

Will Anholetti

Will Anholetti é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Língua Portuguesa e docência no Ensino Superior. Repórter multimídia, escreve para A Tribuna e Tribuna Online.

Última atualização


Bicicletas elétricas circulando no calçadão de pedestres, fora das ciclovias, e em alta velocidade, têm se tornado frequentes na orla de Vila Velha, município que registra maior número de acidentes envolvendo esses veículos em todo o Espírito Santo, segundo dados do painel da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp).

Até o final de abril, já foram registrados 72 sinistros na cidade em 2026. Em todo o ES, o número chega a 205 ocorrências neste ano. Vitória aparece em segundo lugar, com 43 acidentes.

Apesar das placas de velocidade máxima de 20 km/h nas ciclovias, muitos usuários afirmam que as regras não são respeitadas. As reclamações envolvem principalmente o tráfego de bicicletas elétricas em áreas para pedestres, manobras consideradas perigosas e velocidade excessiva.

Especialista e consultor em segurança viária, Anthony Moraes Costa afirma que estabelecer regras para circulação é uma responsabilidade dos municípios, mas destaca que apenas instalar placas não resolve o problema. Segundo ele, a redução dos acidentes depende de ações conjuntas de conscientização e fiscalização.

“Na prática, [a sinalização] serve para orientar, mas não é fator determinante à diminuição no número de sinistros, por si só. Outras medidas concomitantes são necessárias: a educação e a fiscalização. Educar sensibiliza e altera comportamentos, enquanto fiscalizar desmotiva condutas inadequadas e permite punir irregularidades”.

Em nota, a Prefeitura de Vila Velha informou que as placas educativas e de regulamentação foram instaladas ao longo da ciclovia com o objetivo de reforçar a segurança no local.

“O limite estabelecido segue as normas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e tem como objetivo garantir mais segurança para ciclistas, pedestres e demais usuários do espaço.”

O município também destacou que ainda não existe legislação federal específica para regulamentar aparelhos de medição de velocidade para bicicletas elétricas e outros autopropelidos. Segundo a administração municipal, a Guarda Municipal tem intensificado ações educativas voltadas aos condutores desses veículos em diferentes pontos da cidade e em escolas públicas e privadas.

Saiba Mais 

Janeiro a abril de 2026

  • No Espírito Santo, entre janeiro e abril de 2026, segundo dados do Observatório da Segurança Pública, foram registrados 205 sinistros envolvendo bicicletas elétricas.
  • As ocorrências resultaram em 27 casos de lesões graves e duas mortes no período.

Registros por municípios

Cidade – Sinistros

  • Vila Velha – 72
  • Vitória – 43
  • Serra – 35
  • Cariacica – 11
  • Linhares – 10
  • São Mateus – 9
  • Guarapari – 4
  • Piúma – 3
  • Aracruz, Colatina e Nova Venécia – 2
  • Alegre, Baixo Guandu, Cachoeiro de Itapemirim, Castelo, Guaçuí, Ibiraçu, Itapemirim, Iúna, Marataízes, Marechal Floriano, Santa Teresa e Venda Nova do Imigrante — 1 caso cada

Tipo de via

  • A maior parte dos sinistros envolvendo bicicletas elétricas no Espírito Santo aconteceu em vias públicas. Das 205 ocorrências registradas entre janeiro e abril de 2026, 167 aconteceram em vias públicas.
  • Outros 22 casos foram registrados em calçadas e 16 em ciclovias, o que reforça a preocupação com a circulação irregular de bicicletas elétricas em espaços destinados a pedestres e áreas compartilhadas.

Comparativo por ano do ES

Ano – Sinistros

  • 2024 – 45
  • 2025 – 303
  • 2026 – 205 (até abril)


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