- Vitória, ES 25°C

Vitória 25°C

Publicidade: Combate os sintomas da gripe
Cidades

Grupo do Ministério Público vai monitorar a qualidade da água em Vitória

Objetivo é apurar a origem de uma mancha escura identificada nas imediações da Ilha do Frade e da Guarderia

Grupo do Ministério Público vai monitorar a qualidade da água em Vitória
- Região da Guarderia, na Curva da Jurema, é monitorada após identificação de mancha escura no mar em Vitória
Foto de perfil de Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho é jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em 2007, e tem aproximadamente 20 anos de experiência na profissão. É repórter multimídia das editorias de Cidades e Polícia do Jornal A Tribuna, com reportagens também publicadas no portal Tribuna On-line. Escreve reportagens especiais semanais para a editoria de Polícia do Jornal A Tribuna. Tem experiências com apresentações de podcasts e videocasts, além da participação ao vivo em telejornais da TV Tribuna, em colaboração com apresentadores, em casos de repercussão. Na função de redatora, atuou por 9 anos em editorias como Polícia, Cidades, Economia e Política do jornal impresso.

Última atualização


O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) criou um grupo de trabalho com o objetivo de monitorar a qualidade da água do mar – ao longo de cinco semanas consecutivas – para apurar a origem de uma mancha escura identificada nas imediações da Ilha do Frade e da Guarderia, na Curva da Jurema. A mancha foi identificada há aproximadamente um mês.

O órgão informou na segunda-feira (16) que os estudos não se restringirão apenas ao local onde a mancha foi identificada, abrangendo também outras áreas da Baía de Vitória e bacias hidrográficas da Região Metropolitana, para permitir uma avaliação mais abrangente das condições ambientais.

O MPES, em parceria com o Ministério Público Federal, informou que o grupo de trabalho interdisciplinar terá a participação de órgãos públicos, instituições de ensino e representantes da sociedade civil.

Segundo o MPES, o objetivo é analisar a ocorrência desta mancha e avaliar possíveis impactos ambientais relacionados ao sistema de drenagem urbana da capital. A próxima reunião será na quinta-feira (19).

Presidente em exercício do Conselho Regional de Biologia do Espírito Santo, Daniel Gosser Motta explicou que a balneabilidade é a medida da qualidade das águas destinadas à recreação, que inclui atividades como banho, natação, mergulho e lazer.

“A análise quantitativa vai mensurar, por exemplo, os coliformes fecais, que estão ligados a casos de gastroenterite e infecções pélvicas, como a infecção urinária”, disse Daniel Gosser Motta.

Nélio Augusto Secchin, coordenador técnico-científico da Associação Brasileira de Oceanografia no Espírito Santo, disse que manchas escuras no mar podem estar associadas a diferentes processos que ocorrem no sistema costeiro.

Entre as possibilidades estão a ressuspensão de sedimentos do fundo, o transporte de matéria orgânica trazida por drenagens urbanas ou por correntes provenientes de outras áreas da Baía do Espírito Santo, além de processos ligados à dinâmica das marés e das correntes.

“Também é possível que essas manchas resultem da interação entre vários desses fatores ao mesmo tempo, o que é relativamente comum em ambientes costeiros complexos como o de Vitória”, afirmou Nélio Augusto Secchin.



Mais Lidas

Ver tudo ›