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Cidades

Jornalista de A Tribuna recebe prêmio nacional de educação

Reportagem da jornalista Francine Spinassé, que abordou como a tecnologia e a IA vão mudar o ensino, venceu o prêmio

Jornalista de A Tribuna recebe prêmio nacional de educação
- Janguiê Diniz entregou o troféu à jornalista Francine Spinassé em evento realizado ontem, em Brasília
Foto de perfil de Flávio Carvalho

Flávio Carvalho

Formado em Jornalismo pela Faesa, atua na Rede Tribuna desde 2012, onde começou como estagiário. Já integrou a equipe de produção de pautas para a editoria de Cidades, e há mais de 8 anos cobre cultura e celebridades no jornal. Na área de assessoria de comunicação, estagiou em instituições públicas e privadas. Também atendeu artistas capixabas e festas.

Última atualização


A repórter Francine Spinassé, do jornal A Tribuna, esteve na última terça-feira (04) em Brasília para receber o troféu que conquistou no 9º Prêmio da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) de Jornalismo.

Com a reportagem que abordou como a tecnologia e a inteligência artificial vão transformar o ensino nas universidades, a jornalista ganhou a categoria Escrito e colocou o veículo como o único do Espírito Santo a estar entre os vencedores.

Repórter do jornal impresso há 18 anos, Francine destacou que a conquista representa um dos momentos mais marcantes de sua trajetória profissional.

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“É um momento muito especial, principalmente por ser um reconhecimento nacional. O prêmio valoriza não apenas a reportagem, mas também a importância de investir em jornalismo de qualidade, com tempo de apuração e profundidade”, afirmou.

A matéria vencedora teve uma trajetória peculiar. Inicialmente, a pauta seria produzida por outra profissional, mas acabou ficando sob responsabilidade de Francine após uma mudança de última hora na equipe. O interesse despertado pelo tema fez com que o projeto crescesse durante a apuração.

“Era uma reportagem prevista para duas páginas, mas o tema me empolgou tanto que pedi mais uma. Foi uma oportunidade de ouvir especialistas de diferentes áreas e entender não apenas o que a tecnologia já está fazendo dentro das universidades, mas também o que pode acontecer nos próximos anos”.

Segundo ela, um dos maiores desafios foi transformar um tema complexo e técnico em um conteúdo acessível ao leitor sem perder a profundidade necessária. “Precisamos traduzir assuntos que impactam diretamente a vida das pessoas”, observou.

Ao longo das entrevistas e pesquisas realizadas para a reportagem, Francine concluiu que a inteligência artificial já deixou de ser uma discussão sobre o futuro.

“O principal aprendizado foi perceber que a IA já está transformando a educação, o mercado de trabalho e a maneira como as pessoas aprendem e trabalham. Nesse cenário, o conhecimento, o pensamento crítico e a capacidade de fazer boas perguntas se tornam ainda mais importantes”, avaliou.

Ao todo, a premiação elegeu um vencedor em cada uma das categorias: Escrito, Áudio, Podcast, Vídeo e Jornalismo Universitário. Os prêmios foram entregues por Janguiê Diniz, diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior.

Francine Spinassé Jornalista

“A tecnologia ocupa espaço cada vez maior”

A Tribuna — É o primeiro prêmio que você recebe?

Francine Spinassé — Não, mas certamente está entre os mais especiais. Ele tem um peso por ser uma premiação nacional e por reconhecer uma reportagem sobre um tema tão atual e importante.

Quando produziu essa matéria, imaginou que ela te levaria a vencer um prêmio?

Quando fazemos uma reportagem, a nossa primeira preocupação é fazer uma boa apuração e entregar ao leitor uma informação relevante e bem explicada. O prêmio é uma consequência que a gente nunca sabe se vai acontecer. Fiquei muito feliz quando soube que estava entre os finalistas e ainda mais emocionada com a vitória.

Educação e IA são temas que fazem parte da sua rotina?

Sim. Educação é uma área que acompanho há bastante tempo no jornalismo, e a tecnologia passou a ocupar um espaço cada vez maior nas pautas que produzo.

Qual é o papel do jornalismo na discussão sobre tecnologia na educação?

O jornalismo tem o papel de traduzir essas transformações para a sociedade. A tecnologia avança muito rápido e, muitas vezes, o leitor se depara com conceitos que parecem distantes ou difíceis de compreender.

Cabe ao jornalista investigar, ouvir diferentes pontos de vista, questionar promessas e riscos e mostrar, de forma acessível, como essas mudanças impactam a vida das pessoas. No caso da educação, isso é ainda mais importante porque estamos falando da formação das próximas gerações e do futuro do trabalho.

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